AVALIAÇÃO ECOTOXICOLÓGICA DA TOXICIDADE AGUDA DE DEFENSIVOS AGRÍCOLAS COMERCIAIS EM ARTEMIA SALINA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.26454Palavras-chave:
Artemia. Toxicidade. Bioensaio. Ecotoxicologia.Resumo
O presente estudo teve como objetivo avaliar a toxicidade de diferentes fertilizantes comerciais da marca SEAGRI® sobre náuplios do microcrustáceo Artemia salina, amplamente utilizado como organismo-teste em bioensaios ecotoxicológicos. Foram analisados cinco tipos de produtos SEAGRI® - Pós-Emergente, Semente, Vegetativo, Reprodutivo e Solo - em seis concentrações de 100 a 3200 mg/L, com base no protocolo OECD 202 (Daphnia sp. Acute Immobilisation Test). O controle positivo consistiu em dicromato de potássio (K₂Cr₂O₇; 0,001M) e o controle negativo em solução salina a 3,5%. Os náuplios foram expostos às soluções teste por 24 e 48 horas, e a toxicidade foi determinada por meio da taxa de mortalidade. Os resultados demonstraram 100% de mortalidade no controle positivo, confirmando a sensibilidade e a confiabilidade do ensaio. Em contrapartida, não foi observada mortalidade significativa dos náuplios expostos aos produtos, mesmo nas maiores concentrações testadas (p>0,05). A leve elevação da mortalidade em concentrações de 1600 e 3200 mg/L, especialmente após 48 horas, sugere possível influência do tempo de exposição, porém sem evidências estatísticas de toxicidade aguda. Esses resultados contrastam com estudos prévios envolvendo pesticidas, nos quais valores de CL₅₀ na faixa de mg/L indicam maior toxicidade, evidenciando que formulações comerciais podem apresentar maior toxicidade aguda em comparação a compostos isolados devido à toxicidade de seus adjuvantes. Assim, os produtos SEAGRI® mostraram-se de baixa toxicidade aguda, provavelmente devido à composição equilibrada e à presença de nutrientes complexados. Conclui-se que os produtos SEAGRI® testados não apresentam toxicidade significativa para A. salina nas condições experimentais avaliadas, sendo considerados de baixa toxicidade em condições experimentais quanto à exposição aquática aguda. O bioensaio confirmou a adequação de A. salina como modelo experimental eficiente, sensível e de baixo custo para triagens toxicológicas preliminares de insumos agrícolas.
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