A CICLICIDADE DA NATUREZA E AS AGRICULTURAS TRADICIONAIS FRENTE À DESTRUIÇÃO SOCIOAMBIENTAL PROVOCADA PELA EXPANSÃO DO AGRONEGÓCIO NO PLANALTO SANTARENO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31368Palabras clave:
Ciclicidade Ecológica, Agriculturas Ancestrais, Planalto Santareno, Destruição do Agronegócio, Conflito Territorial, Impactos SocioambientaisResumen
Este estudo analisa os impactos da expansão territorial do agronegócio sobre a ciclicidade ecológica e a continuidade das agriculturas tradicionais no Planalto Santareno, oeste do Pará, no período de 1994 a 2025. Adotou-se uma metodologia qualitativa de abordagem analítico-crítica, baseada em pesquisa bibliográfica e documental fundamentada na ecologia de ecossistemas, no manejo da agrobiodiversidade amazônica e no conceito de extrativismo agrário. Os resultados apontam que a lógica linear e intensiva da sucessão soja-milho rompe os fluxos biogeoquímicos de recirculação da matéria orgânica, inviabiliza os tempos vitais do pousio e promove o declínio severo de polinizadores nativos decorrente do desmatamento e da dispersão de agrotóxicos. O avanço da fronteira agrícola assenta-se sobre pressões territoriais assimétricas, como o cercamento via Cadastro Ambiental Rural e a grilagem, culminando em uma guerra química que compromete a soberania alimentar e a saúde humana, com incremento de distúrbios neurológicos. Conclui-se que o tempo financeiro do capital agroindustrial é incompatível com os lapsos seculares necessários à regeneração estrutural da floresta, evidenciando a urgência de responsabilização dos agentes causadores dos passivos e da salvaguarda jurídica dos territórios tradicionais.
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