PERFIL DAS NOTIFICAÇÕES DE LESÕES AUTOPROVOCADAS EM ADOLESCENTES NA 10ª REGIONAL DE SAÚDE DO PARANÁ: RETRAÇÃO SELETIVA DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19 (2014-2024)
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31151Palabras clave:
Comportamento Autodestrutivo, Adolescente, Notificação de Doenças, COVID-19, PediatriaResumen
Este estudo analisou o perfil das notificações de lesões autoprovocadas em adolescentes de 10 a 19 anos na 10ª Regional de Saúde do Paraná, entre 2014 e 2024, e verificou se a redução observada durante a pandemia de COVID-19 atingiu igualmente todos os grupos. Trata-se de estudo ecológico de série temporal, com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação agrupados em pré-pandemia (2017-2019), pandemia (2020-2021) e pós-pandemia (2022-2024) e comparados pelo teste qui-quadrado. Foram registradas 2.506 notificações, 75,2% no sexo feminino e 70,0% na faixa de 15 a 19 anos, com predomínio do envenenamento como meio empregado. Em 2022, a taxa foi de 415,0 por 100 mil adolescentes. Entre 2019 e 2020, os registros diminuíram 56,0% entre 10 e 14 anos e 23,3% entre 15 e 19 anos, assim como 41,4% no município-sede e 11,8% nos demais municípios. A participação dos mais jovens passou de 33,2% para 25,2% (p = 0,010) e a de Cascavel, de 73,1% para 66,5% (p = 0,034), ao passo que a proporção feminina permaneceu estável (p = 0,77). A partir de 2022, as notificações superaram o patamar anterior. A redução concentrada nos grupos mais dependentes da escola e dos serviços especializados sugere perda de detecção, e não queda real da ocorrência, e reforça a importância da busca ativa na atenção pediátrica ao adolescente.
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