DOENÇA DE CROHN NA ERA DAS TERAPIAS AVANÇADAS: NOVOS ALVOS, REMISSÃO SUSTENTADA E MODIFICAÇÃO DO CURSO DA DOENÇA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29968Palabras clave:
Doença de Crohn. Terapia Biológica. Interleucina-23. Indução de Remissão. Progressão da Doença.Resumen
A ampliação do arsenal farmacológico na doença de Crohn deslocou o debate clínico do alívio sintomático para a possibilidade de interferir na história natural da enfermidade. Esta revisão narrativa, de natureza crítica, examina em que medida os alvos incorporados nas duas últimas décadas (antagonistas do fator de necrose tumoral, bloqueio do tráfego leucocitário, inibição das interleucinas 12 e 23, bloqueio seletivo da subunidade p19 da interleucina-23 e, entre as pequenas moléculas, a inibição de Janus quinase) sustentam desfechos de remissão duradoura e de modificação do curso da doença em adultos com doença luminal moderada a grave. As buscas foram realizadas em 2026, em bases biomédicas internacionais, na literatura ibero-americana indexada e em documentos normativos e de sociedades científicas, com prioridade para ensaios de fase 3 com desfechos endoscópicos, estudos de comparação direta, extensões abertas de longo prazo, coortes populacionais de seguimento prolongado e diretrizes vigentes. A análise organiza-se em quatro eixos: a redefinição dos alvos de tratamento; a diferenciação mecanística entre classes e seus limites; a durabilidade da remissão e o peso do desenho dos estudos sobre essa estimativa; e a evidência disponível sobre progressão fenotípica, ressecção e reoperação. Observou-se ampliação convincente do controle clínico e endoscópico, durabilidade demonstrada durante o tratamento e evidência mais limitada e heterogênea de modificação estrutural, com destaque para o papel da precocidade e da estratégia de intervenção.
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