CONSUMO DE ALIMENTOS ULTRAPROCESSADOS NA INFÂNCIA: ASSOCIAÇÕES COM A SAÚDE BUCAL E POSSÍVEIS REPERCUSSÕES NA QUALIDADE DE VIDA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31700Palavras-chave:
Alimentos ultraprocessados, Cárie dentária, Saúde bucal, Criança, Qualidade de vidaResumo
O consumo de alimentos ultraprocessados na infância tem aumentado e ocorre desde as primeiras etapas da alimentação complementar, podendo repercutir sobre a qualidade da dieta e sobre a saúde bucal. Este estudo teve como objetivo analisar os impactos do consumo de alimentos ultraprocessados na saúde bucal e suas possíveis repercussões na qualidade de vida infantil, considerando fatores familiares, comportamentais e socioeconômicos associados. Realizou-se revisão de literatura de caráter descritivo, com abordagem qualitativa e busca estruturada em bases e fontes científicas, incluindo artigos publicados entre 2016 e 2026, disponíveis na íntegra em português ou inglês. Após a aplicação dos critérios de elegibilidade, 19 estudos primários compuseram a síntese. Os achados mostraram introdução precoce e elevada frequência de ultraprocessados, com associação a escolaridade dos cuidadores, renda, composição familiar, práticas de aleitamento, hábitos dos responsáveis e fatores do ambiente alimentar. Estudos que avaliaram diretamente a saúde bucal identificaram associação entre maior consumo de ultraprocessados e maior ocorrência de cárie e dor dentária. Não foram identificados estudos primários que mensurassem diretamente a relação entre ultraprocessados e qualidade de vida infantil, sendo essa repercussão sustentada de forma indireta pelas consequências da cárie e da dor. Conclui-se que a prevenção requer ações alimentares, familiares e odontológicas integradas desde a primeira infância.
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