ALTERAÇÕES DAS VIAS AÉREAS SUPERIORES APÓS AVANÇO MAXILOMANDIBULAR EM PACIENTES COM APNEIA OBSTRUTIVA DO SONO: REVISÃO DA LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.31694Resumo
A apneia obstrutiva do sono (AOS) é um distúrbio respiratório do sono frequente e subdiagnosticado, e o avanço maxilomandibular (AMM) figura entre as alternativas cirúrgicas mais eficazes para pacientes que não toleram ou não respondem adequadamente à pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) e aos dispositivos de avanço mandibular. Este artigo teve como objetivo revisar, de forma narrativa, as evidências indexadas no PubMed sobre as alterações morfológicas, volumétricas e funcionais das vias aéreas superiores após o AMM em adultos com AOS. Realizou-se busca estruturada na base PubMed em 13 de outubro de 2026, com recuperação de 29 registros únicos, dos quais 28 tiveram metadados e resumos analisados. Os estudos mostraram aumento consistente do volume da via aérea superior, com ganhos expressivos nas regiões retropalatal e orofaríngea, redução do comprimento faríngeo, deslocamento anterior do palato mole, da língua e do hioide e melhora dos parâmetros aerodinâmicos em simulações computacionais. A magnitude do ganho volumétrico variou entre os estudos, e a relação com a redução do índice de apneia-hipopneia (IAH) não foi estritamente linear, tendo sido descrito um possível platô. Metanálises apontam taxas de sucesso cirúrgico em torno de 85% e de cura próximas de 40%, tendo a parestesia facial como sequela mais frequente. Conclui-se que o AMM promove ampliação multinível da via aérea, associada à melhora polissonográfica, mas estudos prospectivos padronizados ainda são necessários para individualizar a magnitude do avanço.
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