EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL A ANTINEOPLÁSICOS: IMPACTOS À SAÚDE DO PROFISSIONAL FARMACÊUTICO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31384Palavras-chave:
Câncer, Biossegurança, FarmacêuticoResumo
A terapêutica antineoplásica constitui um dos principais pilares do tratamento do câncer, sendo amplamente utilizada em hospitais e clínicas oncológicas. Entretanto, esses medicamentos apresentam propriedades citotóxicas, mutagênicas, carcinogênicas e teratogênicas, representando riscos aos profissionais envolvidos em seu preparo, manipulação e descarte. Nesse contexto, o farmacêutico está sujeito à exposição ocupacional, tornando necessária a adoção de medidas preventivas. O estudo teve como objetivo analisar os impactos da exposição ocupacional a antineoplásicos na saúde do profissional farmacêutico, identificando as vias de exposição, os possíveis agravos e as medidas de biossegurança aplicáveis. Trata-se de uma revisão de literatura, descritiva, com abordagem qualitativa, realizada mediante buscas de artigos publicados entre 2020 e 2026 nas bases SciELO, PubMed e LILACS, utilizando descritores relacionados aos antineoplásicos, à exposição ocupacional, à biossegurança e à saúde do trabalhador. Os resultados evidenciaram associação entre a exposição a esses medicamentos e efeitos genotóxicos, citotóxicos, alterações reprodutivas, danos celulares e possíveis toxicidades sistêmicas. Destacaram-se fármacos como ciclofosfamida, ifosfamida, metotrexato, 5-fluorouracil, doxorrubicina e epirrubicina. Conclui-se que a exposição ocupacional constitui um risco relevante à saúde dos farmacêuticos, exigindo equipamentos de proteção adequados, capacitação contínua e cumprimento rigoroso dos protocolos de biossegurança para prevenir agravos e promover a segurança dos trabalhadores.
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