CUIDADOS PALIATIVOS EM ONCOLOGIA: ABORDAGEM MULTIDIMENSIONAL, POLÍTICA NACIONAL DE CUIDADOS PALIATIVOS E LIMITAÇÕES DA ATUAÇÃO FARMACÊUTICA NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28403Palavras-chave:
Cuidados Paliativos. Oncologia. Assistência Farmacêutica. Sistema Único de Saúde.Resumo
Os cuidados paliativos em oncologia constituem uma abordagem assistencial fundamental para a promoção da qualidade de vida de pacientes com câncer e seus familiares, especialmente diante das demandas decorrentes de doenças ameaçadoras da vida. Este estudo teve como objetivo analisar os principais aspectos relacionados aos cuidados paliativos oncológicos, incluindo as abordagens terapêuticas, a atuação multiprofissional, a participação da família, a Política Nacional de Cuidados Paliativos e as limitações da assistência farmacêutica no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de natureza descritiva e abordagem qualitativa, realizada por meio de consultas às bases SciELO, PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), além de documentos oficiais do Instituto Nacional de Câncer e do Ministério da Saúde. Os resultados evidenciaram que os cuidados paliativos devem ser implementados precocemente e de forma integrada ao tratamento oncológico, contribuindo para o controle de sintomas físicos, redução do sofrimento emocional e melhoria da qualidade de vida. A análise também destacou a importância da atuação de equipes multiprofissionais e da participação familiar como elementos essenciais para a integralidade do cuidado. No contexto das políticas públicas, observou-se que a Política Nacional de Cuidados Paliativos representa um avanço significativo para a organização da assistência no SUS, embora persistam desafios relacionados à qualificação profissional, ampliação da oferta de serviços e integração das redes de atenção. Verificou-se ainda que o farmacêutico desempenha papel relevante na segurança da farmacoterapia, porém sua inserção nas equipes de cuidados paliativos ainda apresenta limitações. Conclui-se que o fortalecimento das políticas públicas, da assistência multiprofissional e da atuação farmacêutica é essencial para a consolidação dos cuidados paliativos em oncologia.
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