PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA DENGUE EM ALAGOAS: UMA ANÁLISE ENTRE OS ANOS DE 2021 E 2025
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31227Palavras-chave:
Dengue, Epidemiologia, Saúde Pública, Notificação de Doenças, Sistemas de Informação em SaúdeResumo
RESUMO: Introdução: A dengue consolida-se como um grave problema de saúde pública no Brasil, caracterizada por alta morbidade e comportamento cíclico regional. Objetivo: Elaborar o perfil epidemiológico da dengue em Alagoas, entre os anos de 2021 e 2025. Métodos: Trata-se de um estudo ecológico, descritivo e retrospectivo, estruturado a partir de dados secundários de notificações compulsórias registradas na plataforma SINAN/DATASUS. Resultados: Registraram-se 71.647 casos prováveis, com marcantes picos epidêmicos nos anos de 2022 e 2024. A 1ª Região de Saúde concentrou 54,33% de todas as ocorrências. Observou-se predominância de infecções no sexo feminino (54,63%), em adultos jovens de 20 a 39 anos (41,39%) e em indivíduos autodeclarados pardos (65,04%). Embora a ampla maioria dos pacientes tenha evoluído para a cura, confirmaram-se 51 óbitos pelo agravo. Identificou-se, ainda, expressiva subnotificação laboratorial, com mais de 90% dos testes classificados como ignorados ou não realizados. Conclusão: A dengue atinge prioritariamente a população economicamente ativa e em situação de vulnerabilidade em polos urbanizados. As crônicas falhas nos registros apontam para fragilidades estruturais do sistema, ressaltando a urgência de fortalecimento da vigilância em saúde e das políticas intersetoriais de controle vetorial.
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