EDUCAÇÃO AMBIENTAL CRÍTICA E FORMAÇÃO CIDADÃ FRENTE À CRISE CLIMÁTICA: CAMINHOS PARA UMA PRÁXIS EMANCIPATÓRIA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30496Palavras-chave:
Educação Ambiental Crítica. Crise climática. Formação cidadã. Emancipação humana.Resumo
A crise climática constitui uma das principais expressões da atual crise socioambiental, implicando as contradições históricas, sociais, econômicas e políticas do modo de produção capitalista. Nesse contexto, este artigo tem como objetivo discutir como a Educação Ambiental Crítica pode contribuir para a formação cidadã diante da crise climática, evidenciando seu potencial para compreender criticamente as determinações históricas, sociais e políticas da crise socioambiental e fortalecer práticas educativas comprometidas com a emancipação humana. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza bibliográfica, desenvolvida a partir da análise de obras clássicas e produções científicas. As discussões demonstram que a crise climática não pode ser compreendida apenas como resultado de ações individuais, mas como expressão das relações historicamente construídas entre sociedade e natureza, marcadas pela lógica de exploração e acumulação do capital. Nessa perspectiva, a Educação Ambiental Crítica configura-se como um projeto político-pedagógico voltado à formação de sujeitos críticos, capazes de compreender as causas estruturais da crise socioambiental, participar dos processos democráticos e atuar na construção de sociedades socialmente justas, ambientalmente sustentáveis e orientadas pela emancipação humana.
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