MAPEAMENTO DE RISCOS EROSIVOS EM AMBIENTE URBANO E PERIURBANO UTILIZANDO SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA: O CASO DO LUBANGO, HUÍLA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30341Palavras-chave:
Erosão do solo. Sistemas de Informação Geográfica. Risco ambiental.Resumo
A erosão hídrica em cidades de crescimento acelerado resulta da interação entre precipitação, relevo, propriedades do solo, cobertura vegetal, drenagem e formas de ocupação do território. Este artigo analisa, numa perspectiva teórica e analítica, o mapeamento de riscos erosivos em ambiente urbano e periurbano, tomando o município do Lubango, província da Huíla, Angola, como estudo de caso. A abordagem combina revisão crítica da literatura recente, análise das fontes geoespaciais utilizadas num mapa de risco previamente elaborado em ambiente QGIS e interpretação espacial das cinco classes de risco representadas. Foram consideradas cartografias do Instituto Geográfico e Cadastral de Angola, ESA WorldCover, OpenStreetMap, modelos digitais de elevação do SRTM/NASA/USGS e superfícies climáticas do WorldClim. A leitura do produto cartográfico evidencia maior concentração de risco alto e muito alto no sector norte/noroeste, particularmente em Mapunda, e ocorrências pontuais associadas a linhas de drenagem e frentes de expansão urbana. A discussão mostra que a utilização de SIG permite integrar fatores biofísicos e antrópicos num quadro espacialmente explícito, mas não substitui a validação de campo nem a calibração quantitativa. Conclui-se que o mapeamento deve ser incorporado ao ordenamento municipal, à gestão de drenagem, à proteção da cobertura vegetal e à monitorização multitemporal da expansão urbana.
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