FATORES PSICOBIOLÓGICOS E QUALIDADE DE VIDA NA SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30032Palavras-chave:
Síndrome do Intestino Irritável. Eixo Intestino-Cérebro. Estresse Psicológico.Resumo
Este artigo é uma revisão narrativa e buscou analisar o impacto dos fatores psicobiológicos na qualidade de vida de pacientes com Síndrome do Intestino Irritável (SII), discutindo a eficácia de intervenções integradas fundamentadas no eixo cérebro-intestino-microbiota. A SII é um distúrbio complexo da interação cérebro-intestino, caracterizado por dor abdominal e alterações do hábito intestinal na ausência de alterações estruturais identificáveis. Sua fisiopatologia envolve disbiose intestinal, inflamação de baixo grau e hiperatividade do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, agravadas por fatores psicobiológicos, como estresse crônico, ansiedade e depressão. A elevada prevalência de comorbidades psiquiátricas reforça a natureza biopsicossocial da síndrome. A literatura demonstra que abordagens exclusivamente farmacológicas apresentam eficácia limitada, destacando a importância de terapias multidisciplinares. Intervenções como a dieta de baixo teor de oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis fermentáveis, a Terapia Cognitivo-Comportamental e a modulação da microbiota por probióticos podem contribuir para reduzir a distensão abdominal, a hipersensibilidade visceral e o estresse, favorecendo a regulação da função intestinal. O manejo eficaz da SII requer modelos integrativos de cuidado que ultrapassem a perspectiva exclusivamente gastrointestinal. A associação entre estratégias dietéticas e psicoterapêuticas, individualizada conforme o perfil de cada paciente, mostra-se fundamental para reduzir o impacto funcional da doença e promover melhor qualidade de vida.
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