EFEITOS DA SOLIDÃO PROLONGADA SOBRE O EIXO HIPOTÁLAMO-HIPÓFISE-ADRENAL E SINTOMAS ANSIOSOS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.29177Palavras-chave:
Ansiedade. Eixo hipotálamo-hipófise-adrenal. Solidão.Resumo
A solidão prolongada tem sido considerada um importante fator relacionado ao sofrimento psicológico e às alterações fisiológicas associadas ao estresse crônico. Diferentemente do isolamento social objetivo, a solidão representa uma experiência subjetiva caracterizada pela percepção de ausência ou insuficiência de conexões sociais satisfatórias. Estudos apontam que essa condição pode influenciar o funcionamento do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA), sistema responsável pela regulação da resposta ao estresse, promovendo alterações na liberação de cortisol e maior vulnerabilidade ao desenvolvimento de sintomas ansiosos. O presente estudo, de caráter bibliográfico, tem como objetivo analisar a relação entre a solidão prolongada, a atividade do eixo HPA e os sintomas de ansiedade, considerando aspectos neurobiológicos e psicológicos envolvidos. A literatura revisada indica que a exposição contínua à solidão pode favorecer a hiperativação dos sistemas de estresse, alterações na regulação emocional e prejuízos na saúde mental. Dessa forma, compreender os mecanismos envolvidos nessa relação contribui para ampliar as possibilidades de prevenção e intervenção psicológica, considerando a solidão como um fenômeno biopsicossocial que envolve aspectos emocionais, sociais e fisiológicos.
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