CARTOGRAFIA SOCIAL DA COMUNIDADE CURUPERÉ GRANDE NO MUNICÍPIO DE ABAETETUBA, PARÁ: SABERES TRADICIONAIS, TERRITÓRIO E AUTORREPRESENTAÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29860Palavras-chave:
Cartografia Social. Território. Comunidades Tradicionais. Amazônia. Geografia.Resumo
Este artigo analisa a experiência de cartografia social desenvolvida na comunidade tradicional ribeirinha de Curuperé Grande, situada na zona rural do município de Abaetetuba, nordeste do estado do Pará, a partir da prática de estágio do curso de Especialização em Geotecnologias Aplicadas ao Desenvolvimento Territorial Rural da Universidade Federal do Pará. Parte-se do pressuposto teórico de que a cartografia social se assenta no princípio da autorrepresentação do sujeito que se apropria do território e nele constrói sua identidade, distinguindo-se da cartografia convencional pelo protagonismo conferido aos agentes sociais mapeados. Metodologicamente, o estudo combina pesquisa bibliográfica, abordagem qualitativa e pesquisa de campo, valendo-se de observação direta, entrevistas semiestruturadas e questionário com perguntas abertas aplicado aos moradores. Os resultados evidenciam que a comunidade vivencia, desde a instalação de um empreendimento agroindustrial nas proximidades, processos de degradação do igarapé que historicamente sustentava suas práticas de subsistência, lazer e sociabilidade, o que reforça a urgência de instrumentos participativos de leitura territorial.
Downloads
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Categorias
Licença
Atribuição CC BY