MOBILIZAÇÃO PRECOCE EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA SOBRE CRITÉRIOS DE SEGURANÇA, PROGRESSÃO FUNCIONAL E APOIO À TOMADA DE DECISÃO CLÍNICA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29651

Palavras-chave:

Mobilização precoce. Unidade de Terapia Intensiva. Reabilitação.

Resumo

Introdução: A imobilidade prolongada em pacientes críticos internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) associa-se diretamente ao desenvolvimento da Fraqueza Muscular Adquirida na UTI (ICU-AW), tendo por consequência redução de funcionalidade, mais tempo de ventilação mecânica e também de internação. Sob essa ótica, a mobilização precoce tem sido descrita como uma estratégia importante para minimizar os efeitos deletérios do imobilismo prolongado e favorecer a recuperação funcional desses pacientes. Métodos: O presente estudo foi realizado em forma de revisão de literatura, com análise de 15 estudos retirados das bases de dados PubMed (n = 8), PEDro (n = 3), Scielo (n = 3) e Cochrane (n = 1), com o objetivo de analisar protocolos de intervenção, critérios de segurança, momento de início, progressão da mobilização, e desfechos funcionais. Resultados: Os achados indicam que a mobilização precoce pode contribuir para reduzir a incidência de fraqueza adquirida na UTI, principalmente quando aplicada de forma estruturada, progressiva e individualizada. A literatura sugere também que o início da mobilização nas primeiras 24 a 72 horas pode ser favorável para alguns desfechos, desde que respeitados critérios de segurança, estabilidade clínica e monitorização contínua. Efeitos sobre mortalidade, qualidade de vida e desfechos de longo prazo ainda são inconsistentes. Conclusão: Conclui-se que a mobilização precoce é uma estratégia promissora e relevante no cuidado ao paciente crítico, especialmente pelos benefícios funcionais. Contudo, sua aplicabilidade deve ser baseada em critérios objetivos de segurança, avaliação individualizada e progressão adequada.

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Biografia do Autor

Anna Maria Lourenço dos Santos, Universidade Estadual de Maringá

Pós-graduanda do Mestrado Profissional em Gestão, Tecnologia e Inovação em Urgência e Emergência, Departamento de Medicina, Universidade Estadual de Maringá (UEM). 

Edilson Nobuyoshi Kaneshima, Universidade Estadual de Maringá

Professor e Orientador do Mestrado Profissional em Gestão, Tecnologia e Inovação em Urgência e Emergência, Departamento de Medicina, Universidade Estadual de Maringá (UEM).

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Publicado

2026-08-19

Como Citar

Santos, A. M. L. dos, & Kaneshima, E. N. (2026). MOBILIZAÇÃO PRECOCE EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA SOBRE CRITÉRIOS DE SEGURANÇA, PROGRESSÃO FUNCIONAL E APOIO À TOMADA DE DECISÃO CLÍNICA. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(8), 1–11. https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29651