INFLUÊNCIA DA MOBILIZAÇÃO PRECOCE E DA FISIOTERAPIA RESPIRATÓRIA NA REDUÇÃO DO TEMPO DE INTERNAÇÃO EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA: ANÁLISE DA LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27585Palavras-chave:
UTI. Mobilização Precoce. Fisioterapia.Respiratória.Resumo
Introdução: A mobilização precoce em pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) tem sido amplamente estudada como uma estratégia eficaz para minimizar os efeitos deletérios do imobilismo prolongado. Objetivo: Revisar na literatura atual, os impactos e a influência da mobilização precoce associada à fisioterapia respiratória na recuperação funcional e na redução do tempo de internação de pacientes internados em unidades de terapia intensiva. Método: Trata-se de uma revisão de literatura que incluiu estudos nacionais e internacionais publicados entre 2020 e 2025, abordando intervenções fisioterapêuticas aplicadas em pacientes sob ventilação mecânica. Realizou-se a busca por artigos científicos indexados nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Google Acadêmico. Foram utilizados os descritores padronizados pelo DeCS (Descritores em Ciências da Saúde): UTI, Mobilização Precoce, Fisioterapia e Respiratória, combinados pelo operador booleano AND. Resultados e Discussão: Demonstrou-se que a mobilização precoce contribui significativamente para a redução do tempo de ventilação mecânica, do período de internação na UTI e da incidência de complicações, como a fraqueza muscular adquirida na UTI. Além disso, promove melhora na funcionalidade, força muscular e qualidade de vida dos pacientes após a alta hospitalar. Entretanto, alguns estudos apontam a necessidade de cautela na aplicação das técnicas, considerando possíveis eventos adversos e a necessidade de avaliação individualizada, respeitando a estabilidade clínica do paciente. Conclusão: A mobilização precoce é uma intervenção segura, viável e essencial no cuidado ao paciente crítico, devendo ser incorporada às práticas assistenciais e protocolos clínicos. No entanto, destaca-se a necessidade de mais estudos com maior rigor metodológico e acompanhamento a longo prazo para consolidar as evidências existentes.
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