PARA ALÉM DA CONTAGEM DE CASOS: VULNERABILIDADES SOCIODEMOGRÁFICAS E LACUNAS DE VIGILÂNCIA NA TOXOPLASMOSE GESTACIONAL NO BRASIL E NO MARANHÃO

Autores

  • Ana Beatriz Pinheiro Beserra UEMA
  • Ana Luisa Cavalcante da Silva UEMA
  • Andressa Karoline Reis Dias UEMA
  • Ilnara Oliveira Pavão UEMA
  • Natasha Regina Souza Santana Guajajara UEMA
  • Phelipe Austríaco- Teixeira UEMA

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29501

Palavras-chave:

Toxoplasmose gestacional. Vulnerabilidade social. Vigilância em saúde pública. Saúde materno-infantil. Sistemas de informação em saúde.

Resumo

A toxoplasmose gestacional é simultaneamente um evento clínico, ambiental e social, e sua leitura epidemiológica não pode se limitar à variação anual das notificações. Objetivou-se interpretar os padrões sociodemográficos, territoriais e de encerramento presentes nas notificações de toxoplasmose gestacional no Brasil, com enfoque no Maranhão, entre 2021 e 2025. Realizou-se estudo epidemiológico descritivo, ecológico e retrospectivo, com tabulações públicas e agregadas do Sistema de Informação de Agravos de Notificação. O ano de 2026 foi excluído por apresentar dados parciais. Como as consultas foram geradas separadamente, utilizaram-se denominadores específicos: 66.376 registros válidos para idade/raça, 69.076 para região e 68.773 para evolução. Entre os registros sociodemográficos, 78,0% concentraram-se entre 20 e 39 anos e 19,1% entre 10 e 19 anos; 63,7% correspondiam a mulheres pardas ou pretas. Nordeste e Sudeste reuniram 61,7% das notificações, enquanto o Maranhão apresentou 2.118 registros, equivalentes a 3,1% do total regionalmente tabulado e a 9,6% do Nordeste. Na evolução, 31.022 notificações (45,1%) estavam ignoradas ou em branco, ao passo que 37.700 (54,8%) foram classificadas como cura. Os resultados não estimam risco individual nem incidência, mas revelam a sobreposição de marcadores de vulnerabilidade reprodutiva, racial e territorial com uma vigilância capaz de detectar casos, porém frequentemente incapaz de documentar seu encerramento. Conclui-se que a resposta à toxoplasmose gestacional requer prevenção socialmente situada, organização territorial do diagnóstico e integração entre pré-natal, laboratório, maternidade, seguimento infantil e vigilância.

54 26

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Ana Beatriz Pinheiro Beserra, UEMA

    Discente do curso de Enfermagem, Universidade Estadual do Maranhão (UEMA)

  • Ana Luisa Cavalcante da Silva, UEMA

    Discente do curso de Enfermagem, Universidade Estadual do Maranhão (UEMA)

  • Andressa Karoline Reis Dias, UEMA

    Discente do curso de Enfermagem, Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).

  • Ilnara Oliveira Pavão, UEMA

    Discente do curso de Enfermagem, Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).

  • Natasha Regina Souza Santana Guajajara, UEMA

    Discente do curso de Enfermagem, Universidade Estadual do Maranhão (UEMA)

  • Phelipe Austríaco- Teixeira, UEMA

    Docente da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL) Doutor em Ciências.

     

Downloads

Publicado

2026-08-24

Como Citar

Beserra, A. B. P., Silva, A. L. C. da, Dias, A. K. R., Pavão, I. O., Guajajara, N. R. S. S., & Austríaco- Teixeira, P. (2026). PARA ALÉM DA CONTAGEM DE CASOS: VULNERABILIDADES SOCIODEMOGRÁFICAS E LACUNAS DE VIGILÂNCIA NA TOXOPLASMOSE GESTACIONAL NO BRASIL E NO MARANHÃO. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(8), 1-14. https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29501

Artigos Semelhantes

1-10 de 50

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.