PERCEPÇÃO DA CULTURA DE SEGURANÇA DO PACIENTE ENTRE OS PROFISSIONAIS DE SAÚDE NO HOSPITAL PEDIÁTRICO NIÑOS DE ACOSTA ÑU
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29310Palavras-chave:
Segurança do paciente. Cultura de segurança. Profissionais de saúde. Qualidade da assistência. Hospital pediátrico.Resumo
INTRODUÇÃO: A Organização Mundial da Saúde (OMS) define a segurança do paciente como a ausência de danos evitáveis durante a assistência à saúde e a redução, a um mínimo aceitável, dos riscos de danos desnecessários relacionados ao cuidado. No Paraguai, existem protocolos de boas práticas publicados pelo Ministério da Saúde Pública e Bem-Estar Social com o objetivo de padronizar os processos assistenciais, reduzir erros e melhorar a qualidade e a segurança do paciente. OBJETIVO: Descrever a percepção dos profissionais de saúde do Hospital Geral Pediátrico Niños de Acosta Ñu sobre a cultura de segurança do paciente. METODOLOGIA: Estudo descritivo, transversal, baseado nas respostas de um questionário anônimo aplicado aos profissionais de saúde do Hospital Geral Pediátrico Niños de Acosta Ñu. Utilizou-se o instrumento Hospital Survey on Patient Safety Culture (HSOPSC), desenvolvido pela Agency for Healthcare Research and Quality (AHRQ) e adaptado para o espanhol. As variáveis contemplaram aspectos relacionados ao hospital, à comunicação, ao supervisor ou chefe, à profissão e ao grau de segurança do paciente. A coleta de dados foi realizada por meio do Google Forms, sendo os dados exportados para o Microsoft Excel e analisados no programa SPSS versão 21 utilizando estatística descritiva e inferencial. RESULTADOS: Entre as 12 dimensões avaliadas pelo HSOPSC, não foram identificados pontos fortes na cultura de segurança do paciente do Hospital Geral Pediátrico. As principais dimensões que necessitam de melhorias foram: frequência de eventos notificados (50%), aprendizagem organizacional/melhoria contínua (59%), trabalho em equipe na unidade ou serviço (61%), feedback e comunicação sobre erros (53%) e apoio da gestão hospitalar à segurança do paciente (50%). CONCLUSÃO: Não foram identificadas dimensões consideradas fortalezas na cultura de segurança do paciente. Os resultados evidenciam a necessidade de implementar estratégias voltadas ao fortalecimento da cultura de segurança entre os profissionais de saúde do Hospital Geral Pediátrico Niños de Acosta Ñu.
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