MORTALIDADE POR INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO NO BRASIL: TENDÊNCIAS TEMPORAIS, DESIGUALDADES SOCIODEMOGRÁFICAS E DISTRIBUIÇÃO REGIONAL, 2010–2024
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.29164Palavras-chave:
Infarto Agudo do Miocárdio. Mortalidade. Desigualdades em Saúde.Resumo
Objetivo: Analisar a evolução temporal da mortalidade por Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), segundo sexo, características sociodemográficas, local de ocorrência e distribuição regional no Brasil, entre 2010 e 2024. Métodos: Estudo ecológico de série temporal, com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/DATASUS). Incluíram-se óbitos classificados pelos códigos I21 e I22 da CID-10. Registros com sexo ignorado foram redistribuídos proporcionalmente. Os dados foram agrupados em três quinquênios e analisados por sexo, faixa etária, raça/cor, escolaridade, estado civil, local de ocorrência e macrorregião, mediante frequências absolutas, relativas e razão de sexo. Resultados: Registraram-se 1.361.355 óbitos, com crescimento acumulado de 12,5% entre o primeiro e o último quinquênio. O código I21 concentrou mais de 99,7% das mortes. Predominaram homens, pessoas com 60 anos ou mais e óbitos hospitalares. A razão de sexo aumentou de 1,43 para 1,48. Cresceu proporcionalmente a participação de pretos e pardos, das regiões Norte e Centro-Oeste e dos óbitos domiciliares. Conclusão: A mortalidade por IAM permanece elevada e marcada por desigualdades demográficas, sociais e regionais, exigindo prevenção cardiovascular, redução das iniquidades e ampliação do acesso oportuno ao cuidado integral.
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