A GERAÇÃO SCREENAGERS E SEU PERCURSO ESCOLAR: DESAFIOS E POSSIBILIDADES PARA A EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.29141Palavras-chave:
Geração Digital. Screenagers. Tecnologias na Educação. Nativos Digitais. Prática Pedagógica.Resumo
O presente artigo tem como objetivo analisar as características da geração Screenagers no contexto educacional, suas formas de aprendizagem e os desafios impostos a professores e escolas diante das transformações culturais promovidas pelas tecnologias digitais. A metodologia adotada foi a pesquisa bibliográfica, com levantamento e análise de artigos, livros e periódicos que abordam a temática da geração digital e suas implicações educacionais. Os resultados indicam que os Screenagers são indivíduos nascidos a partir dos anos 2000, imersos em uma cultura de pensamento não linear, hiperconectados e com preferência por mídias iconográficas, além de apresentarem perfis de aprendizagem que divergem significativamente do modelo educacional tradicional. A discussão aponta que, embora essa geração demonstre facilidade no manuseio de dispositivos e na realização de múltiplas tarefas simultaneamente, enfrenta desafios relacionados à impaciência, à dificuldade de seguir etapas sequenciais e aos riscos da hiperconexão, como a desinformação e os impactos cognitivos. Ademais, evidenciam-se desafios estruturais e formativos para docentes e escolas, tais como a defasagem epistemológica na formação continuada, a precariedade da infraestrutura tecnológica, as resistências institucionais e o engessamento curricular. Conclui-se que a escola desempenha papel fundamental como agente moderador, devendo propor práticas pedagógicas apoiadas nas Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) que estimulem a hipertextualidade e a aprendizagem significativa, sem, contudo, negligenciar o desenvolvimento de outras habilidades essenciais à formação integral do estudante.
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