TRANSFORMAÇÃO DIGITAL NA DERMATOLOGIA: O PAPEL DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO DIAGNÓSTICO PRECOCE DO CÂNCER DE PELE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.29039Palavras-chave:
Inteligência Artificial. Dermatologia. Câncer de Pele. Melanoma. Diagnóstico.Resumo
A Inteligência Artificial (IA) tem se destacado como uma importante ferramenta de apoio ao diagnóstico e rastreamento de doenças dermatológicas, especialmente do câncer de pele. Este estudo teve como objetivo analisar as evidências científicas recentes acerca da aplicação da IA na dermatologia, com ênfase na detecção precoce, classificação e prognóstico das lesões cutâneas. Trata-se de uma revisão de literatura realizada a partir de artigos científicos publicados entre 2024 e 2026, selecionados nas bases Portal de Periódicos CAPES e PubMed. Os resultados demonstraram que algoritmos de aprendizado profundo, redes neurais convolucionais e sistemas multimodais apresentam elevada precisão na identificação de lesões cutâneas, auxiliando o diagnóstico precoce do melanoma, carcinoma basocelular e outras neoplasias da pele. Além disso, a integração da IA com ferramentas de teledermatologia mostrou potencial para ampliar o acesso ao atendimento especializado, especialmente em regiões com escassez de dermatologistas. Entretanto, desafios relacionados à qualidade dos bancos de dados, representatividade dos diferentes fototipos de pele, vieses algorítmicos, privacidade dos dados e regulamentação ainda limitam sua implementação em larga escala. Conclui-se que a Inteligência Artificial representa uma tecnologia promissora para apoiar a tomada de decisão clínica e aprimorar o diagnóstico dermatológico, contribuindo para a detecção precoce e melhoria dos desfechos clínicos dos pacientes.
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