O TRÁFICO TRANSNACIONAL DE DROGAS E SEUS IMPACTOS NA AMAZÔNIA BRASILEIRA À LUZ DA SOCIEDADE DE RISCO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28808Palavras-chave:
Sociedade de Risco. Tráfico Transnacional de Drogas. Direito Transnacional. Amazônia brasileira. Populações ribeirinhas e tradicionais.Resumo
O artigo analisa o tráfico transnacional de drogas e seus impactos na Amazônia brasileira à luz da Sociedade de Risco, de Ulrich Beck, e do Direito Transnacional nas concepções de Jessup, Paulo Márcio Cruz, Joana Stelzer e Zenildo Bodnar. Com método hipotético-dedutivo e revisão bibliográfica e documental interdisciplinar, sustenta-se que a modernidade tardia industrializou o risco, amplificando-o, sobretudo nas sociedades periféricas, pela instrumentalização criminosa da própria globalização. Investiga-se a transformação do Brasil, de rota de trânsito a segundo maior mercado consumidor de cocaína do mundo, e a conversão da Amazônia de corredor de passagem em território de consolidação estratégica do narcotráfico, mediante a interiorização de facções e organizações criminosas transnacionais. Demonstra-se que populações ribeirinhas e tradicionais são instrumentalizadas como mão de obra de transporte, aprisionadas no tráfico e no consumo e assujeitadas a múltiplas violências, em grave violação de seus modos de ser e viver. Por operar em teia transversal que desconhece fronteiras, o tráfico não pode ser enfrentado pela soberania estatal isolada. Conclui-se pela necessidade de resposta transnacional, articulada para além do Estado e capaz de colapsar toda a cadeia, conjugada com a Redução de Danos e reconstrução do tecido social.
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