A NORMA BRANCA: PODER, CONHECIMENTO E A ONTOLOGIA NEGADA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28797Palavras-chave:
Alteridade. Branquitude. Epistemologia. Ontologia negra. Poder.Resumo
O artigo investiga a branquitude como norma social e epistêmica que estrutura relações de poder e legitima práticas de exclusão. O objetivo consiste em analisar como essa normatividade se articula à produção do conhecimento e à negação da ontologia negra, ressaltando os mecanismos que sustentam a alienação e o esquecimento. A metodologia emprega uma abordagem crítico-interpretativa de caráter bibliográfico, articulando reflexões filosóficas, epistemológicas e sociais com a análise de contextos históricos e das resistências formuladas por comunidades negras. A pesquisa demonstra que a branquitude não atua apenas por meio de instituições formais, mas também pelo controle das representações e da memória, operando como tecnologia de silenciamento. Evidencia-se, contudo, que a ontologia negra se afirma pela resistência, reelaborando categorias e criando epistemologias próprias que desafiam a universalidade da norma branca. A investigação confirma que a disputa pelo conhecimento é também disputa pela vida, pois envolve o direito de narrar e de existir em termos não subordinados. As conclusões preliminares apontam que o questionamento da branquitude como norma amplia as possibilidades de reconstrução crítica do humano, oferecendo subsídios teóricos e políticos para a consolidação de epistemologias decoloniais e práticas comprometidas com a justiça racial.
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