A NATUREZA JURÍDICA DO BENEFÍCIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA (BPC) E SUA IMPOSSIBILIDADE DE GERAR DIREITO À PENSÃO POR MORTE AOS DEPENDENTES MENORES DE 18 ANOS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28624

Palavras-chave:

Benefício de Prestação Continuada. BPC. Pensão por morte. Assistência social. Princípios constitucionais.

Resumo

O presente artigo aborda a natureza jurídica do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a impossibilidade de sua conversão em pensão por morte aos dependentes menores de 18 anos do beneficiário. A pesquisa insere-se na problemática jurídica e social da ausência de amparo legal continuado aos dependentes de titulares do BPC, benefício de natureza assistencial e não contributiva. Nesse contexto, busca responder à seguinte questão: juridicamente é possível estender a pensão por morte aos dependentes menores de 18 anos de titulares do Benefício de Prestação Continuada (BPC), considerando seu caráter assistencial e não previdenciário, à luz dos princípios constitucionais? O objetivo geral da pesquisa consiste em demonstrar a necessidade de reinterpretação do BPC à luz dos princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, da proteção integral à criança e ao adolescente, da solidariedade social, da isonomia e da vedação ao retrocesso social. Como objetivos específicos, pretende-se compreender a natureza jurídica do benefício, examinar a constitucionalidade da vedação legal à pensão por morte e analisar os posicionamentos doutrinários e jurisprudenciais relacionados ao tema, especialmente no âmbito dos Tribunais Regionais Federais. A metodologia utilizada consiste em pesquisa bibliográfica e documental, de abordagem qualitativa, baseada na análise crítica da legislação, da doutrina e de decisões judiciais. Os resultados esperados indicam que, embora a legislação vigente negue a continuidade do benefício em razão de sua natureza assistencial, tal limitação mostra-se incompatível com os princípios constitucionais de proteção social e dignidade da pessoa humana.

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Biografia do Autor

Maria Isabel dos Santos Rodrigues, FACISA

Graduada em Administração pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas – FACISA.

Mariana Pires Rocha, FACISA

Professora orientadora. Graduada em Direito na Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas – FACISA. Pós-graduada no Curso de Especialização em Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça, pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) - Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher. Pós-graduada no Curso de Especialização em Gestão Pública Municipal, pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Pós-graduada no Curso Lato Sensu em Processo Civil Aplicado, pela Escola Brasileira de Direito (EBRADI). Pós-graduada  no curso  de Especialização em Direito de Família e Sucessões (LEGALE). 

Emanuel Viera Pinto, FACISA

Professor, Escritor, Mestre em Gestão. Social, Educação e Desenvolvimento Regional, no Programa de Pós-Graduação STRICTO SENSU da Faculdade Vale do Cricaré - UNIVC (2012 -2015 ). Especialista em Docência do Ensino Superior Faculdade Vale do Cricaré Possui graduação em BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO pela Universidade Federal da Bahia (2004 - 2009). Possui graduação em Sociologia pela Universidade Paulista (2017-2020) Graduação em Pedagogia. FAVENI-FACULDADE VENDA NOVA DO IMIGRANTE (2021 - 2024) Atualmente é coordenador da Biblioteca da Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas da Bahia. Coordenador do NTCC FACISA, Pesquisador Institucional do sistema E-MEC FACISA, Recenseador do Sistema CENSO MEC FACISA. Coordenador do NTCC e NUPEX FACISA. Avaliador da Educação Superior no BASis MEC/INEP. 

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Publicado

2026-07-07

Como Citar

Rodrigues, M. I. dos S., Rocha, M. P., & Pinto, E. V. (2026). A NATUREZA JURÍDICA DO BENEFÍCIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA (BPC) E SUA IMPOSSIBILIDADE DE GERAR DIREITO À PENSÃO POR MORTE AOS DEPENDENTES MENORES DE 18 ANOS . Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(7), 1–16. https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28624