DA TELA AO DIAGNÓSTICO: COMO A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL ESTÁ REDEFININDO A INTERPRETAÇÃO MAMOGRÁFICA NO RASTREAMENTO DO CÂNCER DE MAMA

Autores

  • Jorge Alberto Rosado Ohlweiler da Silveira Centro Universitário de Brasília
  • Juliana Xavier de Albuquerque Pires Ferreira Centro Universitário de Brasília
  • Mariana Moura Pinheiro Centro Universitário de Brasília
  • Letícia Galdino de Oliveira Barboza Centro Universitário de Brasília
  • Filipe César de Melo Seabra Centro Universitário de Brasília
  • João de Sousa Pinheiro Barbosa Centro Universitário de Brasília

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.28484

Palavras-chave:

Inteligência Artificial. Mamografia. Rastreamento de Câncer de Mama. Diagnóstico por Imagem. Deep Learning. Acurácia Diagnóstica.

Resumo

Objetivo: Analisar por meio de revisão integrativa da literatura a eficácia e a acurácia da inteligência artificial (IA) aplicada à interpretação de mamografias no diagnóstico do câncer de mama, comparando seus resultados aos métodos tradicionais realizados por médicos especialistas.Método: Revisão integrativa da literatura conduzida conforme as diretrizes PRISMA 2020, com busca realizada nas bases de dados PubMed/MEDLINE, Scopus e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), abrangendo publicações de janeiro de 2020 a abril de 2026. Foram incluídos estudos originais — ensaios clínicos randomizados, estudos de coorte prospectivos e retrospectivos e estudos de acurácia diagnóstica — que avaliassem sistemas de IA baseados em deep learning aplicados à mamografia, com desfechos de sensibilidade, especificidade e/ou área sob a curva ROC (AUC), comparando ao desempenho de radiologistas. A qualidade metodológica foi avaliada pelas ferramentas QUADAS-2, RoB 2.0 e ROBINS-I. Resultados: Foram incluídos 23 estudos, totalizando mais de 2,5 milhões de mamografias avaliadas, publicados entre 2022 e 2026 em 14 países. Quatro ensaios clínicos randomizados demonstraram não-inferioridade da combinação IA + radiologista em relação à dupla leitura humana padrão, com redução de 44 a 87% na carga de trabalho radiológico. Os valores de AUC variaram de 0,86 a 0,97, com sensibilidade superior ou equivalente à leitura humana na maioria dos estudos. A IA identificou até 54% dos cânceres falsos-negativos não detectados pelos radiologistas, com antecipação diagnóstica de mediana de 272 dias. A assistência por IA melhorou significativamente o desempenho de radiologistas menos experientes em todos os estudos que avaliaram essa variável. A avaliação de risco de viés classificou 78% dos estudos como baixo risco e 22% como risco incerto; nenhum foi classificado como alto risco.Conclusão: A inteligência artificial apresenta desempenho diagnóstico não-inferior à leitura humana convencional em mamografias de rastreamento e diagnóstico, com potencial para reduzir a carga de trabalho radiológico, detectar cânceres falsos-negativos, diminuir o tempo até o diagnóstico e equalizar o desempenho entre radiologistas de diferentes níveis de experiência. A implementação da IA como segunda leitora ou suporte à decisão, com monitoramento contínuo e arbitragem estruturada nos casos discordantes, é o modelo mais respaldado pela evidência atual e pode ser considerado seguro para adoção em programas populacionais de rastreamento mamográfico.

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Biografia do Autor

Jorge Alberto Rosado Ohlweiler da Silveira, Centro Universitário de Brasília

Estudante de medicina, Centro Universitário de Brasília (CEUB).

Juliana Xavier de Albuquerque Pires Ferreira, Centro Universitário de Brasília

Estudante de medicina, Centro Universitário de Brasília (CEUB). 

Mariana Moura Pinheiro, Centro Universitário de Brasília

Estudante de medicina, Centro Universitário de Brasília (CEUB).

Letícia Galdino de Oliveira Barboza, Centro Universitário de Brasília

Estudante de medicina, Centro Universitário de Brasília (CEUB). 

Filipe César de Melo Seabra, Centro Universitário de Brasília

Estudante de Medicina, Centro Universitário de Brasília (CEUB).

João de Sousa Pinheiro Barbosa, Centro Universitário de Brasília

Orientador, Professor titular do curso de Medicina no Centro Universitário de Brasília.

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Publicado

2026-08-06

Como Citar

Silveira, J. A. R. O. da, Ferreira, J. X. de A. P., Pinheiro, M. M., Barboza, L. G. de O., Seabra, F. C. de M., & Barbosa, J. de S. P. (2026). DA TELA AO DIAGNÓSTICO: COMO A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL ESTÁ REDEFININDO A INTERPRETAÇÃO MAMOGRÁFICA NO RASTREAMENTO DO CÂNCER DE MAMA. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(8), 1–16. https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.28484