DA SEGURANÇA NACIONAL À PAZ POLICIAL: PROPOSTA DE TRANSIÇÃO PARADIGMÁTICA DO ETHOS DE CONFRONTO NAS POLÍCIAS MILITARES BRASILEIRAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.28459Palavras-chave:
Paz Policial. Platão. Prerrogativa Tática. Uso Diferenciado da Força. Políticas Públicas Fragmentadas.Resumo
O presente artigo analisa criticamente a permanência do paradigma beligerante na cultura organizacional da Polícia Militar brasileira, propondo uma revisão teórica da literatura sociológica clássica e integrando pressupostos da filosofia política grega. Argumenta-se que a lógica de confronto enfrentada pelas corporações não decorre unicamente de desvios doutrinários internos, mas constitui uma imposição conjuntural determinada por oponentes dotados de táticas e armamentos de guerra. Frente a essa realidade assimétrica, o estudo propõe a fragmentação programática das políticas públicas de segurança em dois vieses fundamentais (paz social e prerrogativa tática), defendendo que o desenho institucional e a tomada de decisão operacional sejam orientados pela razão e pela hermenêutica ética platônica, superando impulsos, medos e paixões. Metodologicamente, trata-se de pesquisa qualitativa e bibliográfica, articulando contribuições de Adorno, Muniz e Soares com reflexões de Platão e os estudos contemporâneos de fundada suspeita, hierarquia e governança de Aguiar e Sarkis. Conclui-se que o modelo de dois vieses, quando fundamentado na busca do bem comum e no uso da força como última ratio, assegura a legitimidade democrática e salvaguarda a integridade do operador de segurança pública.
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