O IMPACTO PSICOSSOCIAL DA COLOSTOMIA EM CRIANÇAS E O PAPEL DO ENFERMEIRO NO PROCESSO DE ADAPTAÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v4i3.28138Palavras-chave:
Colostomia. Criança. Impacto Psicossocial. Enfermagem. Adaptação. Qualidade de Vida.Resumo
A colostomia em crianças representa uma cirurgia que altera profundamente a rotina da criança e de sua família, impactando não apenas fisicamente, mas também no que diz respeito ao emocional, social e comportamental. Este estudo buscou compreender os efeitos psicossociais da colostomia em crianças e ressaltar a importância do enfermeiro na adaptação, na qualidade de vida e na inclusão social. Este trabalho consiste em uma revisão integrativa da literatura, de caráter descritivo e abordagem qualitativa, realizada com base em pesquisas nas seguintes bases de dados: BVS, PubMed, MEDLINE, LILACS, BDENF e Portal CAPES. Depois de aplicar os critérios de inclusão e exclusão, foram escolhidos 25 artigos que foram publicados entre 2020 e 2025. Os resultados mostraram que crianças colostomizadas costumam sentir medo, vergonha, insegurança, baixa autoestima e medo da rejeição social, especialmente na escola. Constatou-se também que tanto os familiares quanto os cuidadores enfrentam sobrecarga emocional, desafios no manejo do estoma e uma necessidade contínua de apoio profissional. O enfermeiro teve um papel essencial na diminuição dos efeitos psicossociais, oferecendo consultas especializadas, ações educativas, suporte emocional, promoção do autocuidado e acompanhamento constante. Também tecnologias educacionais, capacitação familiar e educação em saúde ajudaram a aumentar a autonomia, a segurança e a adaptação da criança e de sua família. Portanto, a assistência de enfermagem, quando oferecida de maneira completa e com atenção ao ser humano, contribui de forma significativa para a adaptação à colostomia, melhorando a qualidade de vida, a inclusão social e o bem-estar biopsicossocial.
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