O PAPEL DO ENFERMEIRO NA ASSISTÊNCIA HUMANIZADA AO PACIENTE EM SITUAÇÃO DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27955Palavras-chave:
Assistência de Enfermagem. Planejamento de Assistência ao Paciente. Unidades de Emergência.Resumo
Introdução: O Sistema Único de Saúde (SUS) organiza-se em redes de atenção que visam oferecer um atendimento integral, humanizado e resolutivo, destacando-se a rede de urgência e emergência, composta por serviços como UPA, SAMU e hospitais de diferentes portes. Nesses locais, o foco é a estabilização clínica do paciente e seu encaminhamento adequado para unidades especializadas, o que exige atuação coordenada de uma equipe multidisciplinar. O enfermeiro tem papel essencial na triagem inicial, identificando prioridades e direcionando o atendimento conforme a gravidade dos casos. Contudo, desafios persistem, como a falta de médicos especialistas e o tempo de regulação e transferência, que comprometem a qualidade da assistência.Metodologia: A pesquisa foi desenvolvida por meio de uma revisão integrativa de literatura, com o objetivo de analisar o papel do enfermeiro na assistência humanizada em situações de urgência e emergência. Para a construção do estudo, seguiram-se etapas metodológicas como definição da pergunta norteadora, escolha dos descritores em Ciências da Saúde (DeCS), aplicação de critérios de inclusão e exclusão, interpretação dos resultados e elaboração da revisão. A coleta de dados ocorreu entre março e abril de 2026 nas bases SciELO, BVS e LILACS, utilizando os descritores “Assistência de Enfermagem”, “Planejamento de Assistência ao Paciente”, “Unidades de Emergência” e “Humanização”. Foram incluídos artigos originais completos, publicados entre 2020 e 2025, em língua portuguesa e disponíveis gratuitamente, que abordassem a atuação do enfermeiro nos serviços de urgência e emergência. Foram excluídos estudos duplicados, revisões de literatura, teses, dissertações e demais materiais não científicos. Por tratar-se de uma revisão integrativa, a pesquisa não necessitou de submissão ao Comitê de Ética, mantendo, entretanto, os princípios éticos e bioéticos durante sua elaboração. Resultados e discussão: Nos últimos anos, observou-se um aumento significativo nos atendimentos de urgência e emergência, exigindo dos profissionais de saúde não apenas competência técnica e rapidez nas intervenções, mas também uma assistência humanizada. Estudos destacam que a humanização fortalece a relação entre profissional e paciente, promovendo acolhimento, empatia, comunicação eficaz e maior segurança durante o atendimento. Conclusão: Diante do aumento dos atendimentos de urgência e emergência, torna-se fundamental que a assistência em saúde seja uma competência técnica e humanizada, garantindo acolhimento, respeito e cuidado integral ao paciente. Nesse contexto, o enfermeiro exerce papel essencial, especialmente na classificação de risco, por meio da escuta qualificada e do direcionamento adequado da assistência. A Política Nacional de Humanização reforça a importância dessas práticas, porém desafios como superlotação, sobrecarga de trabalho e desgaste emocional ainda dificultam sua efetivação. Assim, investir em qualificação profissional, valorização das equipes e melhores condições de trabalho é indispensável para promover uma assistência ética, resolutiva e verdadeiramente humanizada nos serviços de urgência e emergência.
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