INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL GENERATIVA NO ENSINO SUPERIOR: ANÁLISE QUALITATIVA INTERDISCIPLINAR DAS PRÁTICAS DOCENTES E DA APRENDIZAGEM DISCENTE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27861Palabras clave:
Inteligência Artificial Generativa. Ensino superior. Práticas docentes. Aprendizagem. Autoria acadêmica.Resumen
Este artigo analisa a incorporação da Inteligência Artificial Generativa no ensino superior a partir de experiências docentes em cursos de Medicina, Biomedicina e Computação. Trata-se de um relato de experiência, com abordagem qualitativa e natureza descritivo-analítica, fundamentado em registros reflexivos de três docentes universitários, observações pedagógicas e atividades avaliativas realizadas entre 2022 e 2025. A análise temática permitiu identificar quatro eixos principais: imediatismo discente, uso acrítico da Inteligência Artificial, terceirização de tarefas cognitivas e potencialidades pedagógicas do uso orientado da ferramenta. Os resultados indicam que a Inteligência Artificial Generativa pode favorecer a personalização do estudo, apoiar o planejamento docente e ampliar estratégias de aprendizagem. Entretanto, seu uso sem mediação pode comprometer a autoria acadêmica, a autonomia discente, o pensamento crítico e a construção gradual do conhecimento. Conclui-se que a presença dessas ferramentas no ensino superior exige práticas pedagógicas intencionais, letramento em Inteligência Artificial, políticas institucionais claras e estratégias avaliativas centradas no processo de aprendizagem, e não apenas no produto final.
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