DIRETRIZ BRASILEIRA DE HIPERTENSÃO ARTERIAL 2025: NOVAS EVIDÊNCIAS PARA O MANEJO CLÍNICO

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27844

Palavras-chave:

Hipertensão arterial sistêmica. Diretrizes clínicas. Risco cardiovascular. Atenção primária à saúde. Telemedicina.

Resumo

A Hipertensão Arterial Sistêmica configura-se como uma das mais relevantes doenças crônicas de saúde pública em âmbito mundial, representando importante fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e renais. O presente estudo teve por objetivo analisar e discutir as principais atualizações introduzidas na Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial de 2025. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com abordagem descritiva e exploratória, desenvolvida a partir da consulta às bases de dados PubMed, LILACS, SciELO, Arquivos Brasileiros de Cardiologia e documentos oficiais disponibilizados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. Os resultados evidenciaram avanços significativos no diagnóstico da hipertensão, destacando-se a maior valorização da monitorização ambulatorial da pressão arterial e da medida residencial da pressão arterial, associadas ao aperfeiçoamento e à padronização dos procedimentos de aferição. Entre as principais mudanças, observa-se a ampliação da estratificação do risco cardiovascular, incluindo indivíduos com pressão arterial ≥130/80 mmHg e a incorporação da categoria de risco cardiovascular muito alto. As metas terapêuticas passaram a priorizar valores pressóricos inferiores a 130/80 mmHg para a maior parte dos pacientes. A diretriz destaca a relevância das intervenções não farmacológicas, tais como controle de peso, prática regular de exercícios físicos, alimentação saudável e abandono do tabagismo. No âmbito farmacológico, recomenda-se a introdução precoce de terapias combinadas, preferencialmente em formulações de comprimido único. Também ressalta a importância da atenção primária à saúde, do acompanhamento longitudinal e da incorporação de tecnologias digitais, especialmente da telemedicina, no manejo da hipertensão. Dessa forma, as atualizações propostas favorecem abordagem preventiva, personalizada e integrada, contribuindo para o aprimoramento do controle pressórico e para a redução da morbimortalidade cardiovascular na população brasileira.

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Biografia do Autor

  • Beatriz Almeida Costa Barbacena, UNIRP

    Graduanda em Enfermagem; Centro Universitário de Rio Preto (UNIRP).

  • Maria Eduarda Garcia Pereira, UNIRP

    Graduanda em Enfermagem; Centro Universitário de Rio Preto (UNIRP).

  • Janaisa Aparecida Tranqueiro dos Santos, UNIRP

    Graduanda em Enfermagem; Centro Universitário de Rio Preto (UNIRP).

  • Polyana Caroline dos Santos Moura, UNIRP

    Graduanda em Enfermagem; Centro Universitário de Rio Preto (UNIRP).

  • Thamyres Viana Sanches, UNIRP

    Graduanda em Enfermagem; Centro Universitário de Rio Preto (UNIRP).

  • Morian Lauana Miguelão Canada, UNIRP

    Mestre, Professora e Coordenadora do Curso de Enfermagem; Centro Universitário de Rio Preto (UNIRP).

  • Kleber Aparecido de Oliveira, UNIRP

    Mestre e Doutorando, Professor orientador; Centro Universitário de Rio Preto (UNIRP) — Orientador.

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Publicado

2026-06-24

Como Citar

Barbacena, B. A. C., Pereira, M. E. G., Santos, J. A. T. dos, Moura, P. C. dos S., Sanches, T. V., Canada, M. L. M., & Oliveira, K. A. de. (2026). DIRETRIZ BRASILEIRA DE HIPERTENSÃO ARTERIAL 2025: NOVAS EVIDÊNCIAS PARA O MANEJO CLÍNICO. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(6), 1-21. https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27844

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