SALVAGUARDA DAS INFORMAÇÕES NEURAIS E PROTEÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS: A (DES)NECESSIDADE DE REGULAMENTAÇÃO DAS NEUROTECNOLOGIAS E DOS NEURODIREITOS

Autores

  • Breno Cesar de Souza Mello UERJ
  • Mariana Colucci Goulart Martins Ferreira PUC Minas
  • Mariana Cardoso Penido dos Santos PUC Minas

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27662

Palavras-chave:

Neurotecnologia. Neurodireitos. Direitos Humanos. Proteção de Dados Neurais. Regulação Jurídica.

Resumo

O presente estudo investiga os desdobramentos das neurotecnologias em desenvolvimento e seus impactos sobre o ser humano, buscando mapear caminhos normativos para mitigar riscos. A pesquisa analisa a tensão entre a aplicação das normas vigentes de privacidade e autodeterminação e a proposta de instituir uma nova categoria de neurodireitos (liberdade cognitiva, privacidade mental, integridade mental e continuidade psicológica). O trabalho aborda a gênese tecnológica, marcos internacionais pioneiros, como a Lei nº 21.383 do Chile e a Carta de Direitos Digitais da Espanha, e o cenário regulatório brasileiro, incluindo a PEC 29/2023, projetos de lei para alteração da LGPD (PL 1229/2021 e PL 522/2022) e a proposta de reforma do Código Civil no âmbito do Direito Civil Digital. Conclui-se que, embora a regulamentação seja essencial para evitar que a lógica de mercado se sobreponha à dignidade humana, a criação de direitos humanos específicos pode não constituir uma urgência imediata. O texto constitucional vigente e os direitos fundamentais consolidados já oferecem bases sólidas para a tutela necessária, bastando um esforço hermenêutico consistente diante dos novos fenômenos tecnológicos.

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Biografia do Autor

Breno Cesar de Souza Mello, UERJ

Doutor em Direito Civil pela UERJ. Mestre em Direito e Inovação pela UFJF. Especialista em Direito Empresarial. Bacharel em Direito pela Universidade Federal de Juiz de Fora, com período sanduíche na Universidade de Coimbra. Pesquisador do LABDIA – UERJ. Membro do Instituto Miguel Kfouri Neto. Membro pesquisador no Legal Grounds Institute. Professor de Direito Digital, Inteligência Artificial e Gestão de Dados na Faculdade Sudamérica. Professor substituto de Direito Civil e Direito Digital na UFJF. Advogado.

Mariana Colucci Goulart Martins Ferreira, PUC Minas

Doutora em Intervenção Penal e Garantismo (PUC Minas). Mestra em Direito e Inovação (UFJF). Mestra em Teoria do Direito (UNIPAC). Especialista em Direito Penal Econômico (PUC Minas). Especialista em Direito Constitucional Aplicado (Damásio Educacional). Especialista em Direito Público (Legale Educacional). Especialista em Gestão de Escritórios e Departamentos Jurídicos (Legale Educacional). Bacharela em Direito (Instituto Vianna Júnior). Bacharela em Jornalismo (UFJF).  Advogada. Membro da Comissão de Direito Médico, Saúde e Bioética da OAB/MG Subseção Juiz de Fora/MG. Secretária-Geral da Comissão de Criminologia da OAB/MG. Professora.

Mariana Cardoso Penido dos Santos, PUC Minas

Doutoranda e Mestre em Direito Civil (PUC Minas). Especialista em Direito Médico pelo IEC PUC Minas. Pós-graduanda em Direito Médico e da Saúde pela Legale. Membro do Grupo de Pesquisa em Rede CebidJusbiomed. Membro da Comissão de Bioética e Biodireito da OAB/MG. Advogada. O presente trabalho foi realizado com o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Brasil (CAPES) – Código de Financiamento 001.

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Publicado

2026-06-23

Como Citar

Mello, B. C. de S., Ferreira, M. C. G. M., & Santos, M. C. P. dos. (2026). SALVAGUARDA DAS INFORMAÇÕES NEURAIS E PROTEÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS: A (DES)NECESSIDADE DE REGULAMENTAÇÃO DAS NEUROTECNOLOGIAS E DOS NEURODIREITOS. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(6), 1–15. https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27662