OS IMPACTOS CARDIOVASCULARES DA TIRZEPATIDA EM PACIENTES COM DIABETES MELLITUS TIPO 2: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.27571Palavras-chave:
Tirzepatida. Diabetes Mellitus Tipo 2. Doenças Cardiovasculares.Resumo
Introdução: O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) está associado a elevado risco cardiovascular, sendo as doenças cardiovasculares a principal causa de mortalidade nessa população. A tirzepatida, um agonista duplo dos receptores de GIP e GLP-1, tem demonstrado efeitos promissores no controle metabólico e na modulação do risco cardiometabólico. Objetivo: Analisar os impactos cardiovasculares e cardiometabólicos da tirzepatida em pacientes com diabetes mellitus tipo 2. Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando os descritores "tirzepatide", "diabetes mellitus" e "cardiovascular". Foram incluídos ensaios clínicos randomizados, revisões sistemáticas e meta-análises publicados nos últimos cinco anos, envolvendo pacientes adultos com DM2 e avaliação de desfechos cardiovasculares ou parâmetros cardiometabólicos. Resultados: A tirzepatida demonstrou redução significativa da hemoglobina glicada, superior à observada com insulina basal e outros agentes antidiabéticos, além de menor incidência de hipoglicemia. Observou-se perda ponderal expressiva, frequentemente superior a 15%, com impacto relevante na redução do risco cardiometabólico. Adicionalmente, foram evidenciadas melhorias consistentes em parâmetros como pressão arterial, perfil lipídico e albuminúria, sugerindo possível efeito nefroprotetor. Em relação aos desfechos cardiovasculares, os estudos indicaram perfil de segurança favorável, com não inferioridade e tendência à redução de eventos cardiovasculares maiores, incluindo infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral. Conclusão: A tirzepatida apresenta benefícios significativos no controle glicêmico, na redução do peso corporal e na melhora de múltiplos fatores de risco cardiometabólicos, além de demonstrar potencial efeito cardioprotetor. Esses achados reforçam seu papel como uma estratégia terapêutica promissora no manejo do DM2, especialmente em pacientes com elevado risco cardiovascular.
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