GESTÃO DA QUALIDADE NO CUIDADO PRÉ-HOSPITALAR: SEGURANÇA E ASSISTÊNCIA NO TRANSPORTE TERRESTRE DO RECÉM-NASCIDO EM INCUBADORA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27346Palavras-chave:
Recém-nascido. Transporte neonatal. Gestão da qualidade. Segurança do paciente.Resumo
Introdução: O transporte terrestre do recém-nascido em incubadora constitui um processo assistencial complexo que exige continuidade do cuidado intensivo, envolvendo estabilização clínica, monitorização contínua, manutenção da termorregulação e organização operacional segura. Sob a perspectiva da gestão da qualidade, esse deslocamento ultrapassa a dimensão logística e passa a integrar estratégias voltadas à segurança do paciente neonatal. Objetivo: Analisar, na literatura científica, os principais fatores relacionados à gestão da qualidade no cuidado pré-hospitalar durante o transporte terrestre do recém-nascido em incubadora, identificando práticas capazes de promover segurança, eficiência e continuidade assistencial. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada entre janeiro e fevereiro de 2026, nas bases PubMed e Portal de Periódicos CAPES, utilizando descritores DeCS/MeSH e critérios de inclusão e exclusão previamente estabelecidos. Foram identificados 1.567 estudos, sendo selecionados os mais relevantes para compor a síntese final. Resultados e discussão: Os achados evidenciaram que a gestão da qualidade no transporte neonatal depende de fatores como estabilização prévia, controle térmico rigoroso, qualificação profissional, organização estrutural da ambulância, disponibilidade de equipamentos adequados, comunicação efetiva entre serviços e uso de protocolos padronizados. Tais elementos mostraram-se essenciais para redução de riscos, eventos adversos e intercorrências durante o deslocamento. Contudo, observou-se escassez de estudos específicos sobre o tema. Conclusão: A revisão evidenciou que a gestão da qualidade no cuidado pré-hospitalar durante o transporte terrestre do recém-nascido em incubadora é fundamental para a estabilidade clínica, segurança neonatal e continuidade do cuidado, reforçando a necessidade de investimentos em protocolos, capacitação profissional e melhoria contínua dos serviços.
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