A HETEROGENEIDADE ESPACIAL DOS ACIDENTES POR ANIMAIS PEÇONHENTOS NO BRASIL: UMA SÉRIE HISTÓRICA DE 2014 A 2023
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27286Palavras-chave:
Animais Venenosos. Vigilância epidemiológica. Distribuição espacial.Resumo
Os acidentes por animais peçonhentos constituem importante problema de saúde pública no Brasil, com distribuição desigual entre territórios e agentes envolvidos. Este artigo avaliou a distribuição espacial da incidência de acidentes por animais peçonhentos no Brasil entre 2014 e 2023. Trata-se de estudo ecológico retrospectivo, com dados anuais do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), acessados via DATASUS, convertidos em taxas de incidência por 100.000 habitantes com base nas estimativas populacionais do IBGE. Para investigar a variabilidade espacial, aplicaram-se o teste não paramétrico de Scheirer-Ray-Hare e o post-hoc de Dunn, utilizando o software R, versão 4.4.0. No período analisado, foram registrados 1.832.823 acidentes. A incidência anual variou significativamente entre tipos de animais e regiões brasileiras (p < 0,001), com interação significativa entre agente e macrorregião (p < 0,001). A maior incidência de acidentes por aranhas ocorreu no Sul (x̄ = 27,7 ± 6,7), enquanto os acidentes por escorpiões predominaram no Nordeste (x̄ = 48,4 ± 10,1) e Sudeste (x̄ = 36,8 ± 9,8). Os acidentes ofídicos concentraram-se na região Norte (x̄ = 22,7 ± 2,0). Conclui-se que o Brasil apresenta um mosaico epidemiológico regional, exigindo estratégias territorializadas de vigilância, prevenção e controle.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Categorias
Licença
Atribuição CC BY