USO IRRACIONAL DE ANTIBIÓTICOS PELA POPULAÇÃO DA REGIÃO NORDESTE: CAUSAS, CONSEQUÊNCIAS E DESAFIOS PARA A SAÚDE PÚBLICA DO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.26934Palavras-chave:
Antibióticos. Resistência bacteriana. Automedicação. Saúde pública. Uso racional de medicamentos.Resumo
Este estudo analisa os fatores que contribuem para o uso irracional de antibióticos e suas implicações para a saúde pública, com foco na Região Nordeste do Brasil entre 2020 e 2024. Trata-se de uma pesquisa documental, descritiva e quantitativa, que utilizou dados secundários de plataformas oficiais como DATASUS, boletins do Ministério da Saúde, ANVISA e uma revisão sistemática da literatura. Os resultados revelam que o consumo de antimicrobianos, impulsionado pela pandemia de COVID-19, atingiu picos históricos, com um aumento superior a 60% nas vendas de azitromicina no Nordeste em 2020. Como consequência direta, observou-se uma aceleração da resistência bacteriana, marcada pela transição epidemiológica de genes e pelo aumento de infecções por patógenos multirresistentes em hospitais da região, afetando predominantemente a população idosa. A análise identificou a automedicação, a prescrição inadequada e falhas estruturais na Atenção Primária como causas centrais do problema, além de uma lacuna crítica na vigilância de consumo a partir de 2022. Conclui-se que o uso irracional de antibióticos representa uma emergência de saúde pública, confirmando a hipótese de que este comportamento é um motor direto da resistência bacteriana, o que exige uma resposta coordenada e urgente para preservar a eficácia terapêutica dos antimicrobianos.
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