INTERNAÇÕES POR ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL (AVC) NO PARANÁ (2013-2023): UM REFLEXO DA PREVENÇÃO E DO CONTROLE DE FATORES DE RISCO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.26925Palavras-chave:
Acidente Vascular Cerebral. Atenção Primária à Saúde. Fatores de Risco Cardiovascular. Internações Hospitalares. Epidemiologia.Resumo
Este estudo epidemiológico, retrospectivo e ecológico analisou a evolução das internações hospitalares por Acidente Vascular Cerebral (AVC) no Paraná entre 2013 e 2023, utilizando-as como um indicador da efetividade da Atenção Primária à Saúde (APS) no controle de Fatores de Risco Cardiovascular (FRCV). Os resultados evidenciaram um aumento expressivo e contínuo nas internações por AVC (crescimento de 48,57% na taxa por 100 mil habitantes) e uma duplicação do gasto público no período. A sobrecarga financeira crescente do Sistema Único de Saúde (SUS) evidencia o desafio de evitar o desfecho agudo das doenças crônicas. A análise demonstrou uma relação inversa entre a cobertura da Estratégia Saúde da Família (ESF) e a taxa de internação, confirmando que a extensão da APS é fundamental para a redução desses eventos. Embora o registro de pacientes com HAS e DM no HIPERDIA tenha crescido, o aumento proporcional de AVCs sugere a necessidade de aprimorar os mecanismos de monitoramento e a continuidade do cuidado. Concluiu-se que o volume de internações é um indicador robusto da necessidade de investimento e qualificação da APS, sendo o fortalecimento da prevenção primária a estratégia mais custo-efetiva para mitigar a morbimortalidade e a carga financeira do AVC.
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