A CRIANÇA COMO SUJEITO SOCIAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.26553Palavras-chave:
Infância. Sujeito social. Educação Infantil. Sociologia da Infância. Práticas pedagógicas.Resumo
O presente artigo tem como objetivo analisar a criança como sujeito social no contexto da Educação Infantil, a partir de uma abordagem fundamentada na Sociologia da Infância. Parte-se do pressuposto de que a infância não deve ser compreendida como uma fase natural e universal do desenvolvimento humano, mas como uma construção social, histórica e cultural (Ariès, 1981, p. 50; Sarmento, 2005, p. 368), marcada por múltiplas formas de existência. A pesquisa caracteriza-se como qualitativa, de natureza bibliográfica, tendo como base a análise de obras clássicas e contemporâneas que discutem a infância sob uma perspectiva sociológica. O referencial teórico adotado possibilita compreender a criança como ator social ativo, produtor de cultura e participante das relações sociais, rompendo com concepções tradicionais que a colocam em posição de passividade. A análise evidencia que, embora haja avanços significativos no campo teórico, ainda persistem desafios na efetivação dessa concepção nas práticas pedagógicas da Educação Infantil, especialmente no que se refere à valorização da escuta, ao reconhecimento da cultura infantil e à promoção do protagonismo das crianças. Conclui-se que a construção de uma Educação Infantil comprometida com o reconhecimento da criança como sujeito social exige não apenas mudanças conceituais, mas também transformações nas práticas educativas, na formação docente e na organização institucional. Dessa forma, o estudo contribui para o aprofundamento do debate sobre a infância e suas implicações no campo educacional.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Categorias
Licença
Atribuição CC BY