BIOÉTICA E DIREITO DISCIPLINAR MILITAR: UM ESTUDO NA POLÍCIA MILITAR DA PARAÍBA SOB A ÓTICA DO ODS 16

Autores

  • David Douglas Ramalho Chaves Centro Universitário de João Pessoa
  • Flávia de Paiva Medeiros de Oliveira Universidade de Valência
  • Romulo Rhemo Palitot Braga Universidade de Valencia

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26377

Palavras-chave:

Bioética. Direito disciplinar militar. Processo administrativo disciplinar militar. Agenda 2030. ODS 16. Polícia Militar da Paraíba.

Resumo

Este artigo trata sobre o diálogo interdisciplinar entre a bioética, o direito disciplinar militar e a Agenda 2030 da ONU. Considerando a relevância acadêmica, social e institucional da temática, tem-se por objetivo analisar o impacto da aplicação dos princípios da bioética como um parâmetro ético-normativo na instauração, apuração e aplicação de sanções disciplinares no âmbito da Polícia Militar da Paraíba. A problemática central consiste em indagar de que forma os princípios da bioética podem orientar a condução dos processos administrativos disciplinares militares na Polícia Militar da Paraíba, contribuindo para práticas mais éticas, transparentes e alinhadas ao ODS 16 (Paz, Justiça e Instituições Eficazes) da Agenda 2030 da ONU. A pesquisa utiliza o método hipotético-dedutivo, com abordagem qualitativa e técnica de revisão bibliográfica de livros e artigos concernentes ao tema. Os resultados sugerem que a aplicação dos princípios bioéticos nos processos administrativos disciplinares militares na Polícia Militar da Paraíba transcende a mera adequação procedimental, configurando-se como uma estratégia essencial para a construção de uma instituição inclusiva, eficaz e responsável, em consonância com a ODS 16 da Agenda 2030. Concluiu-se que os princípios da bioética são compatíveis com os fundamentos constitucionais e normativos que regem os processos administrativos disciplinares militares, oferecendo um caminho promissor para o fortalecimento da sustentabilidade institucional e para a promoção dos direitos humanos. Recomenda-se que a Polícia Militar da Paraíba institua uma Comissão de Bioética e Direitos Humanos para atualização de seus regulamentos internos à luz desse diálogo interdisciplinar, permitindo que a bioética seja o fio condutor de uma governança ética que harmonize a necessária disciplina militar com a proteção inalienável dos direitos humanos.

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Biografia do Autor

David Douglas Ramalho Chaves, Centro Universitário de João Pessoa

Mestrando em Direito do Programa de Pós-graduação em Direito e Desenvolvimento Sustentável do Centro Universitário de João Pessoa (PPGD-UNIPE), Paraíba, Brasil. Bolsista CAPES.

Flávia de Paiva Medeiros de Oliveira, Universidade de Valência

Doutora em Direito pela Universidade de Valência - Espanha, diploma revalidado pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Professora do Programa de Mestrado em Direito e Desenvolvimento do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). Professora da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Advogada.

Romulo Rhemo Palitot Braga, Universidade de Valencia

Doutor em Direito pela Universidade de Valencia - Espanha; Professor de Direito Penal da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ); Presidente da Associação Nacional da Advocacia Criminal – ANACRIM-PB e Auditor do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, do Automobilismo.

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Publicado

2026-05-08

Como Citar

Chaves, D. D. R., Oliveira, F. de P. M. de, & Braga, R. R. P. (2026). BIOÉTICA E DIREITO DISCIPLINAR MILITAR: UM ESTUDO NA POLÍCIA MILITAR DA PARAÍBA SOB A ÓTICA DO ODS 16. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(5), 1–18. https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26377