ARENAS PÚBLICAS E A ENGENHARIA DA ESCASSEZ: GOVERNANÇA TERRITORIAL E A "POBREZA FABRICADA" EM FLORIANÓPOLIS, SC
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25946Palavras-chave:
Segurança Alimentar e Nutricional. Território. Governança. Florianópolis. Estratégia Alimenta Cidades.Resumo
Este artigo analisa a mobilização da ação coletiva em torno da Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) em Florianópolis (SC), com foco no bairro Costeira do Pirajubaé. Partindo do conceito de "conspiração do silêncio" de Josué de Castro e da produção desigual do espaço de Milton Santos, a pesquisa investiga como a governança local produz uma "pobreza fabricada" e uma "engenharia da escassez". A metodologia, de caráter qualitativo e exploratório, articulou a História Oral e a observação participante à análise institucional de dispositivos normativos, como o Decreto Municipal nº 28.550/2025 ("Marmita Legal") e o Diagnóstico Alimenta Cidades (2025). Os resultados evidenciam que a Insegurança Alimentar e Nutricional (InSAN) é agravada pela topografia excludente e pela omissão estatal na provisão de equipamentos públicos, deslocando a responsabilidade da sobrevivência para a "engenharia doméstica" das mulheres periféricas. Conclui-se que a governança municipal prioriza mecanismos de controle e vigilância em detrimento da justiça espacial, reafirmando a necessidade de descentralização das políticas de SAN e do reconhecimento do território como eixo central da cidadania.
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