INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E PENSAMENTO CRÍTICO: IMPLICAÇÕES PARA A FORMAÇÃO DE ESTUDANTES NA EDUCAÇÃO BÁSICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25627Palavras-chave:
Inteligência artificial. Pensamento crítico. Educação básica. Tecnologia educacional.Resumo
O avanço acelerado das tecnologias digitais e, particularmente, da inteligência artificial (IA), tem provocado profundas transformações nos modos de produção, circulação e validação do conhecimento na sociedade contemporânea. No campo educacional, essas mudanças suscitam reflexões relevantes acerca do papel da escola na formação de estudantes capazes de interpretar criticamente informações, avaliar fontes de conhecimento e desenvolver competências cognitivas complexas diante de um cenário marcado pela abundância informacional e pela crescente mediação tecnológica. Nesse contexto, o desenvolvimento do pensamento crítico torna-se elemento central para a formação de sujeitos autônomos e capazes de interagir de maneira ética e reflexiva com sistemas tecnológicos baseados em inteligência artificial. O presente estudo analisa criticamente as implicações da inteligência artificial para o desenvolvimento do pensamento crítico na educação básica, considerando tanto as possibilidades pedagógicas oferecidas por essas tecnologias quanto os desafios associados ao seu uso no ambiente escolar. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa de natureza bibliográfica, desenvolvida por meio de revisão sistemática da literatura científica sobre inteligência artificial na educação, pensamento crítico e inovação pedagógica. A análise evidencia que ferramentas baseadas em IA podem ampliar o acesso à informação, favorecer práticas de aprendizagem personalizadas e apoiar processos investigativos que estimulam a reflexão e a argumentação. Entretanto, também se identificam riscos relacionados à dependência excessiva de sistemas automatizados, à reprodução de vieses algorítmicos e à redução do esforço cognitivo na construção do conhecimento. Conclui-se que a integração da inteligência artificial na educação básica exige abordagens pedagógicas que priorizem o desenvolvimento do pensamento crítico, da autonomia intelectual e da capacidade de análise reflexiva, garantindo que as tecnologias digitais sejam utilizadas como instrumentos de apoio à aprendizagem e não como substitutas do processo de construção ativa do conhecimento.
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