UMA NOVA VARIANTE DA PARAPARESIA ESPÁSTICA HEREDITÁRIA TIPO 7 (SPG7): RELATO DE CASO

Autores

  • Vivian Luíza de Souza Teodoro Universidade do Estado do Pará
  • Fábio Klinsmam Picanço Silva Universidade do Estado do Pará
  • Danilo Valente de Moraes Universidade do Estado do Pará
  • Davi Viana Melo de Farias Universidade do Estado do Pará
  • Adriano de Oliveira Vieira Universidade do Estado do Pará
  • Marcos Manoel Honorato Universidade do Estado do Pará https://orcid.org/0000-0002-9700-9938
  • Bruno Manuel Moura de Sousa Universidade Federal do Pará https://orcid.org/0000-0002-2496-9495

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.25568

Palavras-chave:

Paraplegia Espástica Hereditária. Sequenciamento de Exoma. Variação Genética.

Resumo

A Paraparesia Espástica Hereditária tipo 7 (SPG7) é uma doença neurodegenerativa rara, clinicamente caracterizada por fraqueza e espasticidade progressivas, sendo frequentemente subdiagnosticada em casos de fenótipos complicados. O presente estudo tem como objetivo relatar o caso de um paciente adulto, residente na Amazônia, diagnosticado com SPG7 após exclusão de outras etiologias. Trata-se de uma pesquisa descritiva e retrospectiva baseada em análise de prontuário. O paciente apresentou início dos sintomas aos 18 anos com manifestações neuropsiquiátricas, evoluindo cerca de 15 anos depois para paraparesia, espasmos e marcha paretoespástica. A eletroneuromiografia evidenciou polineuropatia motora axonal. O diagnóstico definitivo foi estabelecido via sequenciamento do exoma, que identificou uma nova variante patogênica em homozigose no gene SPG7 (c.1740G>C - p.Leu580Phe). Durante o seguimento clínico, o paciente desenvolveu ataxia, disartria e dependência de dispositivo de auxílio à marcha, embora tenha mantido forte resiliência frente a isso. A ocorrência de anestesia dolorosa trouxe um caráter singular ao caso, podendo se tratar de um fenótipo ainda não descrito. Conclui-se que a análise molecular é fundamental para o encerramento da dúvida diagnóstica em quadros de paraparesia progressiva atípica e que a reabilitação multidisciplinar, associada a fatores de resiliência psicológica, atua como fator neuroprotetor essencial para preservar a autonomia do paciente.

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Biografia do Autor

Vivian Luíza de Souza Teodoro, Universidade do Estado do Pará

Acadêmica de Medicina, Universidade do Estado do Pará (UEPA).

Fábio Klinsmam Picanço Silva, Universidade do Estado do Pará

Acadêmico de Medicina, Universidade do Estado do Pará (UEPA).

Danilo Valente de Moraes, Universidade do Estado do Pará

Médico pela Universidade do Estado do Pará, Universidade do Estado do Pará (UEPA).

Davi Viana Melo de Farias, Universidade do Estado do Pará

Médico pela Universidade do Estado do Pará, Universidade do Estado do Pará (UEPA).

Adriano de Oliveira Vieira, Universidade do Estado do Pará

Acadêmico de Medicina, Universidade do Estado do Pará (UEPA). 

Marcos Manoel Honorato, Universidade do Estado do Pará

Médico pela UFRN, neurologista e doutor em neurologia pela UNIFESP, docente da Universidade do Estado do Pará (UEPA) Universidade do Estado do Pará (UEPA). 

Bruno Manuel Moura de Sousa, Universidade Federal do Pará

Médico pela Universidade Federal do Pará, radiologista pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, Universidade Federal do Pará (UFPA). 

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Publicado

2026-06-01

Como Citar

Teodoro, V. L. de S., Silva, F. K. P., Moraes, D. V. de, Farias, D. V. M. de, Vieira, A. de O., Honorato, M. M., & Sousa, B. M. M. de. (2026). UMA NOVA VARIANTE DA PARAPARESIA ESPÁSTICA HEREDITÁRIA TIPO 7 (SPG7): RELATO DE CASO. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(6), 1–15. https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.25568