INCIDÊNCIA E PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS INFECÇÕES RELACIONADAS A DERIVAÇÃO VENTRICULAR PERITONEAL EM PACIENTES ADULTOS EM UTI
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25456Palavras-chave:
Derivação ventricular-peritoneal. Infecções relacionadas a dispositivos. Unidade de Terapia Intensiva.Resumo
A derivação ventricular-peritoneal (DVP) é o principal procedimento cirúrgico para tratamento da hidrocefalia em adultos, mas suas complicações infecciosas representam um desafio clínico relevante em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Este estudo retrospectivo, realizado em um hospital terciário de Recife entre janeiro de 2021 e dezembro de 2024, teve como objetivo analisar a incidência e o perfil epidemiológico das infecções relacionadas à DVP (IR-DVP) em pacientes adultos. Foram avaliados 287 pacientes, dos quais 45 desenvolveram IR-DVP, correspondendo a uma incidência de 15,68%. Os principais fatores de risco associados foram idade ≥60 anos, tempo de permanência do dispositivo >15 dias, história de infecção prévia e uso de antibioticoterapia de amplo espectro por mais de 7 dias no pré-operatório. Os microrganismos mais frequentes foram Staphylococcus aureus (40%), Pseudomonas aeruginosa (26,67%) e estafilococos coagulase-negativos (20%). A mortalidade entre os pacientes infectados foi de 31,11%, com sepse e falência orgânica múltiplas como principais causas de óbito. Os resultados evidenciam a necessidade de implementação de protocolos de prevenção e vigilância direcionados a este grupo de pacientes, visando reduzir a morbimortalidade associada.
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