LUBRIFICANTES VERDES: ESTUDO DAS PROPRIEDADES FÍSICO-QUÍMICAS DE ÓLEOS DE BABAÇU E SOJA COMO BASES PARA BIOLUBRIFICANTES
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.25163Palavras-chave:
Óleo de Babaçu. Óleo de Soja. Propriedades Físico-Químicas. Biolubrificantes.Resumo
Esse artigo buscou caracterizar as propriedades físico-químicas fundamentais — especificamente ponto de fulgor, cor, viscosidade cinemática, densidade e estabilidade oxidativa — dos óleos de babaçu e de soja puros, visando avaliar sua viabilidade individual como bases promissoras para o desenvolvimento de biolubrificantes verdes. A metodologia adotada foi de natureza experimental, utilizando amostras de comércio local sem tratamentos prévios e seguindo rigorosamente as normas ASTM (D1500, D1298, D92 e D445) e a norma europeia EN14112 para os ensaios laboratoriais. Os principais resultados demonstraram que ambos os óleos possuem elevada segurança térmica, com pontos de fulgor de 261,0 °C (babaçu) e 279,5 °C (soja), superando diversos lubrificantes minerais e sintéticos convencionais. Além disso, a viscosidade cinemática a 40 °C classificou ambos os óleos na categoria ISO VG 32, confirmando sua adequação para aplicações em sistemas hidráulicos e lubrificação de engrenagens leves. A estabilidade oxidativa também se mostrou satisfatória, excedendo 9 horas de tempo de indução. Ao final, conclui-se que as características físico-químicas dos óleos de babaçu e de soja os posicionam como alternativas ecologicamente viáveis e robustas para substituir lubrificantes de origem mineral.
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