GÊNERO NAS INSTITUIÇÕES MILITARES - A TRAJETÓRIA DAS MULHERES NA POLÍCIA MILITAR DO AMAZONAS COMO PARTE DA AGENDA DE DIREITOS HUMANOS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.24658Palavras-chave:
Igualdade de gênero. Direitos humanos. Instituições militares.Resumo
A mulher, como elemento da sociedade tem conquistado cada vez mais espaços dentro de cada setor que compõe a vida em coletividade, não se admite mais a concepção da mulher como um ser meramente doméstico e que se ocupa unicamente dos fazeres do lar. Com a ascendência do interesse da mulher em participar ativamente do mercado de trabalho, elas têm desbravados territórios anteriormente classificados como masculinos. Nesse contexto, o cenário militar surge como um espaço ainda novo para as mulheres, uma vez que se considerarmos a história da presença das unidades militares no Brasil, apenas na última metade de século foi possível a inserção de mulheres como profissionais destas corporações. O estado do Amazonas, teve no ano de 1980 a sua primeira turma de policiais femininas, um marco na história da corporação e o primeiro passo em prol do resguardo das prerrogativas fundamentais das mulheres no Amazonas frente a Polícia Militar do Estado. Compreender o processo de desbravamento, enfrentado pelas chamadas pioneiras na PMAM, reflete as transformações sociais vivenciadas nas últimas décadas em busca da consolidação de uma agenda de direitos humanos, visto que muito mais que o quantitativo numérico, a participação feminina na PMAM, é um reconhecimento do compromisso da PMAM e do Estado em assegurar de maneira democrática, a justiça social e o respeito a diversidade de gênero, transformando a Polícia Militar do Amazonas, em uma instituição mais inclusiva e alinhada aos fundamentos internacionais de proteção dos direitos fundamentais.
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