COVID-19: EFEITOS DO LOCKDOWN NA ATIVIDADE FÍSICA E SEUS IMPACTOS SOBRE A QUALIDADE DE VIDA E ANSIEDADE EM INDIVÍDUOS DE DRESDEN, ALEMANHA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.24502Palavras-chave:
SARS-CoV-2. Pandemia. Quarentena. Exercício físico. Bem-estar psicológico.Resumo
A pandemia do COVID-19 mudou significativamente o cotidiano da população, especialmente durante os períodos de lockdown. Este trabalho teve o objetivo de analisar os efeitos do primeiro lockdown sobre a ansiedade, o estar ativo/atividade física e a qualidade de vida da população de Dresden, na Alemanha. O delineamento adotado foi observacional, retrospectivo e longitudinal, e baseado em dados secundários de 337 participantes. Os resultados obtidos no trabalho mostraram uma redução da percepção de estar ativo e da prática de atividade física em 67,7% dos indivíduos, enquanto somente 13,5% aumentaram e 18,8% mantiveram seus padrões de atividade física. As análises evidenciaram significativas diferenças entre os grupos. Os participantes que reduziram a atividade física apresentaram média de qualidade de vida de 4,99, enquanto os grupos que mantiveram a prática ou a aumentaram apresentaram, ambos, médias próximas a 6,22. A ansiedade seguiu um padrão semelhante, apresentando média mais elevada (4,91) no grupo com menor atividade física, em comparação com os grupos que a mantiveram (3,28) ou aumentaram (3,42). Tais achados reforçam que a redução da prática física, durante o período de isolamento, esteve associada, com ressalvas, a uma queda nos indicadores de qualidade de vida e a um agravo de questões mentais, como a ansiedade, convergindo com outras pesquisas realizadas em diferentes países. Isso atenta para a necessidade das políticas públicas e intervenções que promovam a manutenção da saúde física e mental, especialmente nos contextos de restrição social e pandemias.
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