PANCREATITE AGUDA: CRITÉRIOS DE GRAVIDADE, SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO (ATLANTA REVISADA) E IMPACTO NO PROGNÓSTICO CLÍNICO

Autores

  • Mariana Rodrigues de Oliveira Neves Hospital Madre Teresa image/svg+xml
  • Isadora Faver de Souza FMP
  • Jordana Clara Fockink Afya
  • Lavínia Dartora FAMINAS

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24429

Palavras-chave:

Pancreatite aguda. Prognóstico. Classificação de gravidade. Falência orgânica e mortalidade.

Resumo

Introdução: A pancreatite aguda caracterizou-se como uma desordem inflamatória de apresentação clínica heterogênea, cuja fisiopatologia envolvia a ativação enzimática precoce, resultando em autodigestão glandular e potencial resposta inflamatória sistêmica. O espectro da doença variava desde formas edematosas autolimitadas até quadros necrosantes complexos associados à elevada letalidade. Nesse contexto, a estratificação de risco mostrou-se crítica para o manejo terapêutico, consolidando a Classificação de Atlanta Revisada como o padrão-ouro internacional ao definir a gravidade baseada na presença de complicações locais e na persistência de falência orgânica. Objetivo: O objetivo desta revisão sistemática foi analisar os critérios de gravidade da pancreatite aguda, a aplicabilidade dos sistemas de classificação, com ênfase na Atlanta Revisada, e seus respectivos impactos no prognóstico clínico dos pacientes. Metodologia: A elaboração desta revisão sistemática seguiu as diretrizes do checklist PRISMA. As buscas foram realizadas nas bases de dados PubMed, Scielo e Web of Science, utilizando os descritores: pancreatite aguda, prognóstico, classificação de gravidade, falência orgânica e mortalidade. Foram definidos como critérios de inclusão: artigos originais completos, estudos publicados na última década e textos nos idiomas inglês ou português. Como critérios de exclusão, eliminaram-se: registros duplicados entre as bases, editoriais ou cartas ao editor e pesquisas realizadas exclusivamente com modelos animais. Resultados: Os dados analisados demonstraram que a Classificação de Atlanta Revisada permitiu uma distinção prognóstica superior ao categorizar a doença em leve, moderadamente grave e grave. Observou-se que a falência orgânica persistente por mais de 48 horas constituiu o determinante primordial de mortalidade, sobrepondo-se aos escores multifatoriais tradicionais na predição de desfechos fatais. Além disso, a presença de necrose pancreática infectada correlacionou-se diretamente com o prolongamento da internação e a necessidade de intervenções invasivas, ratificando a importância do monitoramento contínuo dos marcadores inflamatórios e da imagem. Conclusão: Concluiu-se que a padronização diagnóstica promovida pela Classificação de Atlanta Revisada foi fundamental para a prática clínica assertiva. A identificação precoce dos critérios de gravidade possibilitou a otimização do suporte intensivo, o que impactou positivamente na sobrevida dos pacientes e na redução das sequelas a longo prazo decorrentes da pancreatite aguda.

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Biografia do Autor

  • Mariana Rodrigues de Oliveira Neves, Hospital Madre Teresa

    Médica. Hospital Madre Teresa (HMT) – Residência em Clínica Médica Belo Horizonte – MG.

  • Isadora Faver de Souza, FMP

    Acadêmica de Medicina – 12º período, Faculdade de Medicina de Petrópolis (FMP) Petrópolis – RJ.

  • Jordana Clara Fockink, Afya

    Acadêmica de Medicina – 12º período, Afya Palmas– TO.

  • Lavínia Dartora, FAMINAS

    Médica, Faculdade FAMINAS Muriaé, Muriaé – MG.

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Publicado

2026-02-13

Como Citar

Neves, M. R. de O., Souza, I. F. de, Fockink, J. C., & Dartora, L. (2026). PANCREATITE AGUDA: CRITÉRIOS DE GRAVIDADE, SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO (ATLANTA REVISADA) E IMPACTO NO PROGNÓSTICO CLÍNICO. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(2), 1-12. https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24429

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