PANCREATITE AGUDA: CRITÉRIOS DE GRAVIDADE, SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO (ATLANTA REVISADA) E IMPACTO NO PROGNÓSTICO CLÍNICO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24429Palavras-chave:
Pancreatite aguda. Prognóstico. Classificação de gravidade. Falência orgânica e mortalidade.Resumo
Introdução: A pancreatite aguda caracterizou-se como uma desordem inflamatória de apresentação clínica heterogênea, cuja fisiopatologia envolvia a ativação enzimática precoce, resultando em autodigestão glandular e potencial resposta inflamatória sistêmica. O espectro da doença variava desde formas edematosas autolimitadas até quadros necrosantes complexos associados à elevada letalidade. Nesse contexto, a estratificação de risco mostrou-se crítica para o manejo terapêutico, consolidando a Classificação de Atlanta Revisada como o padrão-ouro internacional ao definir a gravidade baseada na presença de complicações locais e na persistência de falência orgânica. Objetivo: O objetivo desta revisão sistemática foi analisar os critérios de gravidade da pancreatite aguda, a aplicabilidade dos sistemas de classificação, com ênfase na Atlanta Revisada, e seus respectivos impactos no prognóstico clínico dos pacientes. Metodologia: A elaboração desta revisão sistemática seguiu as diretrizes do checklist PRISMA. As buscas foram realizadas nas bases de dados PubMed, Scielo e Web of Science, utilizando os descritores: pancreatite aguda, prognóstico, classificação de gravidade, falência orgânica e mortalidade. Foram definidos como critérios de inclusão: artigos originais completos, estudos publicados na última década e textos nos idiomas inglês ou português. Como critérios de exclusão, eliminaram-se: registros duplicados entre as bases, editoriais ou cartas ao editor e pesquisas realizadas exclusivamente com modelos animais. Resultados: Os dados analisados demonstraram que a Classificação de Atlanta Revisada permitiu uma distinção prognóstica superior ao categorizar a doença em leve, moderadamente grave e grave. Observou-se que a falência orgânica persistente por mais de 48 horas constituiu o determinante primordial de mortalidade, sobrepondo-se aos escores multifatoriais tradicionais na predição de desfechos fatais. Além disso, a presença de necrose pancreática infectada correlacionou-se diretamente com o prolongamento da internação e a necessidade de intervenções invasivas, ratificando a importância do monitoramento contínuo dos marcadores inflamatórios e da imagem. Conclusão: Concluiu-se que a padronização diagnóstica promovida pela Classificação de Atlanta Revisada foi fundamental para a prática clínica assertiva. A identificação precoce dos critérios de gravidade possibilitou a otimização do suporte intensivo, o que impactou positivamente na sobrevida dos pacientes e na redução das sequelas a longo prazo decorrentes da pancreatite aguda.
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