LITERATURA E PSICANÁLISE: A ANGÚSTIA EXISTENCIAL NA VELHICE NOS CONTOS “NEGOCIANDO O FIM” E “AS QUATRO ESTAÇÕES” DE S. BARRETO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24141Palavras-chave:
S. Barreto. Angústia. Velhice. Contos. Psicanálise.Resumo
A presente investigação propõe problematizar questões existenciais de personagens idosos nos contos “Negociando o fim” e “As quatro estações” do escritor brasileiro S. Barreto; a partir de um diálogo interdisciplinar entre Literatura e Psicanálise. Fundamentado, sobretudo, nas contribuições de Freud (1990, 1996, 2006); Lacan (1975, 2010); Winnicott (2005); Foucault (2004, 2007); Beauvoir (2018) e Mucida (2002), o estudo compreende a velhice não somente como mera etapa onde se requer maiores cuidados, mas como uma “experiência-limite” marcada pela intensificação do desamparo, da perda da memória, ruptura dos vínculos familiares e pela confrontação da finitude. Assim entendemos a ficção de s. barretiana como um campo privilegiado para problematizar o Etarismo, a ética do cuidado e as relações intergeracionais ao denunciar práticas que reduzem o idoso ou a idosa à condição de sujeitos “indesejáveis”, negando-lhe direitos básicos de dignidade existencial. Ademais, a obra ficcional ao tocar em aspectos do fantástico, permite uma crítica contundente à sociedade atual e à modernidade, servindo, nesse tocante, como importante instrumento de emancipação, reflexão e tomada de consciência social em torno de pessoas sob essa condição.
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