TIREOIDE E METABOLISMO GLICÍDICO: INTERAÇÕES ENTRE DISFUNÇÃO TIREOIDIANA E DIABETES MELLITUS

Autores

  • Clara de Moura Rachid HMT
  • Laura de Melo Baccega Pontificia Universidade Católica
  • Vitoria Ellen Alves Freire UNIFACISA
  • Jordana Clara Fockink AFYA
  • Maria Eduarda Borges Silvério e Castro Fonseca UNIBH

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24058

Palavras-chave:

Doenças da Glândula Tireoide. Diabetes Mellitus. Metabolismo dos Carboidratos. Resistência à Insulina. Autoimunidade.

Resumo

Introdução: A complexa inter-relação entre os hormônios tireoidianos e a homeostase da glicose revelou-se um ponto crítico na endocrinologia clínica, uma vez que ambas as patologias frequentemente coexistem e se influenciam mutuamente. Os hormônios T3 e T4 exerceram efeitos pleiotrópicos no metabolismo dos carboidratos, atuando desde a absorção intestinal de glicose até a modulação da sensibilidade à insulina nos tecidos periféricos e a regulação da gliconeogênese hepática. No hipertireoidismo, observou-se uma aceleração do turnover glicêmico e potencialização da resistência insulínica, enquanto o hipotireoidismo foi associado à redução da taxa de depuração de insulina e maior risco de distúrbios metabólicos. Objetivo: O objetivo desta revisão sistemática consistiu em analisar as evidências científicas acerca das interações fisiopatológicas. Metodologia: A pesquisa seguiu as diretrizes do checklist PRISMA, com buscas realizadas nas bases de dados PubMed, Scielo e Web of Science. Foram utilizados os descritores: disfunção tireoidiana, diabetes mellitus, metabolismo da glicose, resistência à insulina e autoimunidade. A seleção abrangeu artigos publicados na última década. Os critérios de inclusão contemplaram estudos originais, ensaios clínicos e revisões sistemáticas que abordaram a correlação hormonal. Os critérios de exclusão foram estudos com amostras animais, relatos de caso isolados e artigos com metodologia incompleta. Resultados: Os resultados demonstraram que a prevalência de doenças tireoidianas foi significativamente maior em pacientes diabéticos, especialmente no tipo 1, devido à etiologia autoimune compartilhada. Notou-se que o estado tireotóxico agravou o controle glicêmico ao aumentar a produção hepática de glicose, enquanto a reposição hormonal no hipotireoidismo melhorou a sensibilidade insulínica em pacientes com síndrome metabólica. Conclusão: Concluiu-se que o rastreio sistemático da função tireoidiana em pacientes com diabetes tornou-se essencial para a otimização terapêutica, dada a profunda influência mútua entre esses eixos endócrinos na manutenção do equilíbrio metabólico sistêmico.

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Biografia do Autor

Clara de Moura Rachid, HMT

Médica, Hospital Madre Teresa (HMT).

Laura de Melo Baccega, Pontificia Universidade Católica

Médica, Pontificia Universidade Católica de Campinas (PUC Campinas).

Vitoria Ellen Alves Freire, UNIFACISA

Médica, UNIFACISA Centro Universitario.

Jordana Clara Fockink, AFYA

Acadêmica de medicina, Afya Palmas.

Maria Eduarda Borges Silvério e Castro Fonseca, UNIBH

Acadêmica de medicina, Universidade de Belo Horizonte UNIBH.

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Publicado

2026-02-02

Como Citar

Rachid, C. de M., Baccega, L. de M., Freire, V. E. A., Fockink, J. C., & Fonseca, M. E. B. S. e C. (2026). TIREOIDE E METABOLISMO GLICÍDICO: INTERAÇÕES ENTRE DISFUNÇÃO TIREOIDIANA E DIABETES MELLITUS. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(2), 1–9. https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24058