TIREOIDE E METABOLISMO GLICÍDICO: INTERAÇÕES ENTRE DISFUNÇÃO TIREOIDIANA E DIABETES MELLITUS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24058Palavras-chave:
Doenças da Glândula Tireoide. Diabetes Mellitus. Metabolismo dos Carboidratos. Resistência à Insulina. Autoimunidade.Resumo
Introdução: A complexa inter-relação entre os hormônios tireoidianos e a homeostase da glicose revelou-se um ponto crítico na endocrinologia clínica, uma vez que ambas as patologias frequentemente coexistem e se influenciam mutuamente. Os hormônios T3 e T4 exerceram efeitos pleiotrópicos no metabolismo dos carboidratos, atuando desde a absorção intestinal de glicose até a modulação da sensibilidade à insulina nos tecidos periféricos e a regulação da gliconeogênese hepática. No hipertireoidismo, observou-se uma aceleração do turnover glicêmico e potencialização da resistência insulínica, enquanto o hipotireoidismo foi associado à redução da taxa de depuração de insulina e maior risco de distúrbios metabólicos. Objetivo: O objetivo desta revisão sistemática consistiu em analisar as evidências científicas acerca das interações fisiopatológicas. Metodologia: A pesquisa seguiu as diretrizes do checklist PRISMA, com buscas realizadas nas bases de dados PubMed, Scielo e Web of Science. Foram utilizados os descritores: disfunção tireoidiana, diabetes mellitus, metabolismo da glicose, resistência à insulina e autoimunidade. A seleção abrangeu artigos publicados na última década. Os critérios de inclusão contemplaram estudos originais, ensaios clínicos e revisões sistemáticas que abordaram a correlação hormonal. Os critérios de exclusão foram estudos com amostras animais, relatos de caso isolados e artigos com metodologia incompleta. Resultados: Os resultados demonstraram que a prevalência de doenças tireoidianas foi significativamente maior em pacientes diabéticos, especialmente no tipo 1, devido à etiologia autoimune compartilhada. Notou-se que o estado tireotóxico agravou o controle glicêmico ao aumentar a produção hepática de glicose, enquanto a reposição hormonal no hipotireoidismo melhorou a sensibilidade insulínica em pacientes com síndrome metabólica. Conclusão: Concluiu-se que o rastreio sistemático da função tireoidiana em pacientes com diabetes tornou-se essencial para a otimização terapêutica, dada a profunda influência mútua entre esses eixos endócrinos na manutenção do equilíbrio metabólico sistêmico.
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