POR UMA PERSPECTIVA HISTÓRICO-SOCIAL DA LINGUAGEM: CONTRIBUIÇÕES DE BAKHTIN E VIGOTSKI PARA UMA PRÁXIS EDUCACIONAL EMANCIPADORA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.23921Palavras-chave:
Educação Linguística. Bakhtin. Vigotski. Dialogismo. Mediação. Práxis Emancipatória.Resumo
A educação linguística na Educação Básica brasileira enfrenta uma crise de eficácia, evidenciada por indicadores como o IDEB e o PISA, que revelam deficiências na proficiência em leitura e escrita. Este cenário expõe uma desconexão estrutural entre o ensino formal e os letramentos sociais dos estudantes, aprofundada por um paradoxo: embora a legislação pregue a formação cidadã e crítica, a prática escolar permanece ancorada em modelos mecanicistas, de transmissão unilateral e exercícios descontextualizados, que tratam a língua como código neutro. Diante disso, este artigo busca fundamentos para uma práxis educativa transformadora nas teorias de Mikhail Bakhtin e Lev Vigotski. Por meio de uma pesquisa teórico-bibliográfica de inspiração dialética, analisa-se a natureza social da linguagem. Da obra de Bakhtin, destaca-se o dialogismo como princípio ontológico, a concepção da palavra como fenômeno ideológico e a teoria dos gêneros do discurso. De Vigotski, ressalta-se a mediação semiótica, a Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP) e o papel da linguagem na constituição das funções psicológicas superiores. O artigo demonstra que, apesar de diferenças de enfoque (filosófico-literário em Bakhtin e psicológico em Vigotski), suas teorias convergem ao compreender a linguagem como prática social constitutiva. A articulação dessas perspectivas oferece um arcabouço teórico potente para superar visões reducionistas e subsidiar uma pedagogia da linguagem emancipatória, que entenda a sala de aula como espaço dialógico de humanização e crítica social.
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