TEORIA DOS ARQUÉTIPOS E TARÔ NA NARRATIVA LITERÁRIA: A JORNADA DO ALQUIMISTA EM “O CASTELO DOS DESTINOS CRUZADOS”, DE ITALO CALVINO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i1.23898Palavras-chave:
Narrativa. O Castelo dos Destinos Cruzados. Italo Calvino.Resumo
Este trabalho tem como objetivos identificar as imagens arquetípicas presentes na narrativa “História do alquimista que vendeu a alma”, conto que integra a obra O Castelo dos Destinos Cruzados, de Italo Calvino (1991), e compreender como elas se articulam para compor parte do processo de autoconhecimento do personagem principal (o alquimista). A obra é marcada pela integração do elemento verbal com imagens das cartas de tarô, conferindo-lhe um caráter multimodal (BARTHES, 2011). Para essa interpretação, recorro à teoria dos arquétipos de Jung (2014), aplicada ao estudo de narrativas literárias (ANAZ, 2020), visto que as cartas do tarô simbolizam imagens arquetípicas, ou seja, indicam padrões de comportamento universais, presentes no nosso inconsciente coletivo e que revelam identidades que se ressignificam (MISHLER, 1999) conforme o personagem interage com o meio. Assim, conseguimos, ao examinar a disposição das cartas e sua articulação com o texto, reconhecer que o alquimista era um jovem ambicioso que decidiu negociar com o diabo para enriquecer, em troca da alma de outras pessoas. As imagens arquetípicas (anima, sombra e self) identificadas apontam para a necessidade de autorreflexão para livrar-se do ego e seguir seu caminho rumo à individuação.
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